Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 24/11/2020

A ampliação do conhecimento medico, nos seculos após a Revolução Cientifica, permitiu uma melhora na saudê da população, entretanto, ainda existem muitas pessoas que não realizam seus exames preventivos e cuidados de saudê de forma correta impossibilitando assim que os tratamentos médicos sejam realizados de forma correta. Dentre esse grupo de pessoas a maioria são homens que, por questões sociais e culturais, tendem negligenciar mais os cuidados médicos

De início, é imperioso salientar como o comportamento que se espera do homem atua na construção do problema. A esse respeito, é oportuno o debate idealizado pela filósofa feminista Judith Butler, pois, para a autora, o sistema patriarcal instituiu papéis de gênero, delegando aos sexos feminino e masculino comportamentos ideais a serem respeitados para a manutenção da heteronormatividade. Sob esse viés, torna se perceptível como a expectativa de que o homem deve ser detentor da força e inabalável ao ser internalizada faz com que eles acreditem que não podem se prevenir e cuidar da sua saudê, pois isso é coisa de quem é fraco.

Ademais, é importante citar como a priorização pelo trabalho atua no recrudescimento da situação. Como grande parte do seu tempo é ocupado pelo trabalho muitos homens acabam não tendo horários para buscar tratamento e exames médicos além de não conseguirem praticar atividades físicas para melhorar sua saudê.

Pode assim se concluir que, devido a esses entraves, o ministério deve realizar campanhas promovendo consultas, assim como feitas para o exame de próstata (novembro azul), garantindo assim exames rotineiros para toda população permitindo que problemas de saudê possam ser identificados precocemente para que haja tratamento adequado.