Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 21/11/2020
Devido a consciência histórica do homem como protetor, o homem moderno mantém o estigma de não demonstrar “fraqueza " e se omitir no cuidado de sua saúde. Essa concepção machista , útil no passado, hoje em dia, prejudica e ceifa a vida de homens. Atualmente, o homem não morre em guerras mundiais ( situação em que o ímpeto tenaz seria útil), mas morre devido a omissão de si próprio. Em primeira análise , é necessário entender como , na história , o dever de manter a tenacidade masculina foi incentivado e suas implicações na atualidade. Na primeira guerra mundial , os Estados nacionais incentivaram os homens obstinação diante das adversidades. Entrincheirados , os homens suportavam os males da guerra e a famosa gripe espanhola.Mesmo após o fim da guerra, a mentalidade do desleixo com seu estado físico ou mental foi passado adiante , geração a geração. No Brasil contemporâneo, os homens ainda agem com grande omissão em relação a sua saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade do COVID-19 é maior no gênero masculino, devido a falta de precauções por parte do homem. Assim, é evidente as causas do descuido do sexo masculino em relação à saúde. Em segunda análise, é imprescindível falar sobre o “Novembro Azul”, preconceitos e direitos individuais. Para detecção do câncer de próstata, o antigo método era o “toque”( no qual o médico introduzia o dedo no ânus do paciente).Esse método gerava grande repulsa por parte dos homens, devido sua sexualidade. O Estado brasileiro jamais pode obrigar seus cidadãos a fazer tal exame, pois esse ato fere a “dignidade da pessoa humana”, direito assegurado pela Constituição Federal de 1988.Como solução para a detecção precoce do câncer de próstata, a ciência desenvolveu o exame “Antígeno Prostático Específico” (PSA), substituto do “toque”, que utiliza sangue do paciente. Somado a isso, o Ministério da Saúde estruturou o Novembro Azul no Brasil, com a finalidade de conscientizar os homens sobre a importância da detecção precoce do câncer de próstata. Entretanto, as campanhas do Novembro Azul não se limitam ao combate ao câncer de próstata. Por meio da publicidade, o Estado brasileiro tenta desconstruir a mentalidade “anti-saúde” implantada no século passado. Para alcançar o bem estar, o homem é incentivado a cuidar do seu corpo e de sua mente. Em suma, é necessário que as campanhas do Novembro Azul se expandam e atinjam a sociedade como todo. Portanto, o Estado, por intermédio do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, com a finalidade de conscientizar a população, deve levar as campanhas às escolas , de modo que os futuros homens desenvolvam o autocuidado. Desse modo, haverá conscientização e a saúde masculina será preservada.