Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 21/11/2020
Embora a Constituição Federal de 1988 garanta o acesso à saúde a todos os brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, 51% dos homens não vão ao médico regularmente. Isto é, conforme o texto da BBC, homens distanciam-se da assistência médica para que não demonstrem fragilidade, já que se veem pressionados por uma cultura machista que desestimula qualquer traço de vulnerabilidade, como uma doença.
Certamente, as construções moldam a forma com que os indivíduos devem agir desde a infância. Por exemplo, na série Sex Education, o personagem Adam, de 16 anos, demonstra comportamentos introvertidos e violentos, a fim de esconder seus sentimentos e buscar aprovação. Sem dúvida, homens adultos sofrem a mesma repressão que Adam, assim, de acordo com o Centro de Referência em Saúde do Homem, 50% dos brasileiros só buscam atendimento quando os sintomas atrapalham muito sua rotina, ou quando a doença está avançada.
Além disso, uma vez que a comunicação com este público é ineficiente, conforme o Correio Braziliense, patologias silenciosas, como o câncer de próstata, que tem alta chance de cura, quando determinadas precocemente, são descobertas quando já estão desenvolvidas. Por consequência, segundo o Instituto Nacional do Câncer, o tratamento torna-se muito mais difícil e radical, sendo necessário intervenções cirúrgicas combinadas com tratamentos hormonais.
Portanto, a fim de desconstruir o autocuidado e promover a busca preventiva por assistência médica, as escolas devem oportunizar aulas sobre a prevenção e sintomas doenças. Ademais, devem orientar onde procurar por atendimento. Isso será feito por meio de parcerias com as Unidades Básicas de Saúde, que devem disponibilizar profissionais da área para ministrar essas palestras.