Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 21/11/2020
O filósofo Arthur Schopenhauer ressalta em uma de suas célebres frases que: “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”. Isso sintetiza a realidade atual, na qual, a saúde masculina tornou-se um grande desafio, visto que, uma das grandes barreiras ainda é o preconceito de ir ao médico e fazer exames básicos de rotina. Diante desse cenário, fica clara a necessidade da conscientização dos homens quanto a importância da prevenção de doenças com o diagnóstico precoce e o tratamento correto, evitando assim o aumento exponencial no número de mortes desse sexo.
A priori, o principal vetor que tem contribuído para esse quadro é o preconceito sistêmico intrínseco na sociedade brasileira. Segundo uma pesquisa publicada na revista Veja, sete em cada dez homens entrevistados dizem não ir ao médico periodicamente, justificando isso como a falta de tempo ou até mesmo por achar que não haveria necessidade disso. No entanto, o que esse levantamento revelou foi que grande parte desses não passam por consultas periódicas devido ao medo de certos procedimentos ou até mesmo por acreditarem que isso fere sua masculinidade.
Outrossim, a parcela da população masculina mais carente sofre com a falta do acesso a um sistema de saúde de qualidade. Isso fica evidente com os dados da OMS que ressaltam que 47% dos homens que morreram em 2019 devido ao câncer de próstata, eram moradores da periferia, ou seja, isso denota também, que muitos desses acabam vindo a óbito devido à falta de atendimento. Nesse contexto, torna-se evidente que é preciso politicas públicas que garantam uma saúde gratuita e de amplo acesso a todos os brasileiros, conforme estabelecido na Constituição Federal.
Portanto, são necessárias soluções que visem corrigir essa problemática. Para isso, o Ministério da Saúde em conjunto com o da Educação, devem desenvolver cartilhas e vídeos explicativos para serem distribuídos nas escolas e universidades, com o intuito de criar campanhas semestrais de conscientização da prevenção e cuidados com a saúde masculina, visando quebrar a barreira do preconceito nos jovens e seus familiares. Somado a isso, o Governo Federal precisa investir em unidades básicas de saúde nas periferias, na construção de novas e na criação de tecnologias como um aplicativo no qual possa ser agendado as consultas através dele, dinamizando o atendimento da população mais carente. Somente assim será possível reverter esse quadro tão preocupante.