Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 21/11/2020

A obra do renomado filósofo e matemático Platão, A República, retrata uma sociedade perfeita, no qual o âmbito social padroniza-se pela ausência de quaisquer problemas e conflitos. Entretanto, a veracidade ressaltada na obra não condiz com a realidade brasileira, dado que desafios para a conscientização quanto à saúde masculina sobre o câncer de próstata é uma adversidade no que tange o mundo contemporâneo, ora pelo preconceito existente, ora pela inércia estatal no tocante às medidas para resolver essa situação. Logo, desafios devem ser superados para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeiro lugar, destaca-se o preconceito enraizado no convívio social como um dos causadores do problema. A cultura machista existente na sociedade eleva o homem à um nível perfeito, nesse sentindo, constata-se que, há preconceito por partes dos próprios indivíduos, que agem na brincadeira e diminuem a importância da prevenção. Dessa forma, enquanto o prejulgamento sobre o exame de próstata existir, o Brasil será obrigado a conviver com um dos maiores problemas do século XXI.

Em segundo lugar, é fulcral evidenciar a negligência do Estado em promover ações públicas que evidenciem e respaldem a seriedade da prevenção contra essa doença que assola o sexo masculino, representado pelo movimento “Novembro Azul”. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social de seus “filhos”, porém, isso não ocorre no Brasil, uma vez que ainda existem um humor irônico no que tange a problemática. Portanto, faz-se mister a atuação dos planos do governo responsável, a fim de encontrar alegações e resolvê-las.

Dessarte, o Ministério da Saúde, como instância máxima responsável pelos aspectos de sáude, deve, com precisão, promover debates e palestras educacionais - em institutos de ensino superior, áreas de trabalhos, e em periferias - que evidenciem a importância da prevenção contra o câncer de próstata, a fim de promover a diminuição do preconceito fixo no convívio social e a expansão da conscientização populacional, para que assim, a sociedade integrada descrita pelo filósofo grego Platão seja alcançada.