Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 30/11/2020

A campanha do Novembro Azul é responsável por estimular os homens a realizarem as medidas de prevenção ao câncer de próstata. Entretanto, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, mesmo com tal ação pública, aproximadamente 15 mil homens brasileiros morrem a cada ano por causa dessa doença. Nesse sentido, configura-se um problema grave de saúde pública masculina que emerge devido à ideias machistas que fazem muitos indivíduos relutarem até fazer os procedimentos profiláticos e á falta de conhecimento dos homens sobre a problemática que gera um descaso para com os exames de prevenção.

Primeiramente, é necessário pontuar que grande parte da população do sexo masculino no Brasil resiste ao exame do toque retal por ideias machistas transmitidas pela sociedade. Segundo dados de uma pesquisa sobre o tema do Datafolha, 48% dos entrevistados reconhecem que o machismo é a razão pela qual existe a relutância em fazer o procedimento e 21% diz que esse exame não é “coisa de homem”. Tais dados mostram que o grupo de risco precisa entender que o protocolo do toque retal não foi feito para dar prazer ou dor, mas sim para detectar possíveis tumores na região e combatê-los, se necessário. Se isso não for entendido, o câncer de próstata continuará matando vários cidadãos por ano.

Além disso, os procedimentos de profilaxia não são considerados importantes por parte dos homens e tal atitude perpetua a doença entre eles. De acordo com o médico Célsio Freitas, a única forma da doença ser detectada e combatida maneira efetiva e sem consequências para o indivíduo, é pelo exame do toque no reto, visto que, na fase inicial, a enfermidade não manifesta sintomas evidentes e, uma vez sinalizado e enfrentado, as chances de cura superam 90%. Tal fato faz com que grande parte dos homens só procurem os urologistas quando os sintomas já estão visíveis, ou seja, quando o câncer está em estágio avançado, o que aumenta as chances de morte ou de sequelas após o tratamento quimioterápico, como dor no orgasmo e infertilidade.

Portanto, o Ministério da Saúde, em parceria com a Mídia, deve criar uma campanha a fim de ampliar o debate sobre o Novembro Azul e de desconstruir preconceitos que atrapalham a campanha por meio de cartazes e outdoors informativos, de debates televisionados e transmitidos por rádios, os quais médicos urologistas e pacientes curados encoragem a população do sexo masculino a cuidar da saúde e a, principalmente, realizar os exames preventivos para evitar a morte ou perda de qualidade de vida de milhares de homens brasileiros.