Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 28/11/2020

A Constituição Federal de 1988 garante a todos os cidadãos o direito à saúde. Porém, uma vez que, o câncer de próstata atinge e prejudica a saúde de uma parcela da população masculina, sem que o Estado se pronuncie, há uma falha em tal regulamento. Nesse sentido, estratégias precisam ser aplicadas para alterar essa situação que tem como causa o silenciamento midiático e o sistema capitalista pelo corpo social.

A princípio, a ausência do compartilhamento de conhecimentos nos maiores veículos de informação é responsável por esse cenário. Segundo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser transformado em mecanismo de opressão. Deste modo, é relevante frisar, preferencialmente, a escassez do debate nas telas de comunicação sobre a importância de conhecer seu próprio corpo e da realização de exames de prevenção, pois quanto mais precoce a detecção do câncer mais altas serão as chances de cura. Entretanto, com todo esse TABU dentro da sociedade e a dificuldade das pessoas falarem abertamente a respeito do assunto, como exemplo sobre o exame de próstata, poderá ocasionar no futuro uma possível ameaça a vida dos homens.

Outro fator a ser mencionado é a estrutura econômica no qual o mundo caminha hodiernamente, o capitalismo. De acordo com Zygmunt Bauman e seu estudo relacionado ao imediatismo, o ser humano tende a pensar somente no futuro esquecendo de consequências futuras. Logo, a coletividade brasileira prefere buscar o trabalho e a estabilidade financeira para seus familiares, principalmente os homens que se sentem na obrigação de cuidar de suas famílias, e por isso vão adiando ao máximo tirar algumas horas de trabalho para fazer o famoso “check up” da saúde. Assim sendo, ao ignorar os cuidados de uma vida saudável, futuramente um homem pode descobri várias doenças ,além do câncer, que poderia ter evitado caso seguisse as recomendações dos médicos. Portanto, medidas devem ser efetivadas a fim de mitigar os impactos desta problemática.

Torna-se prioritário a criação de campanhas mas não somente no mês de novembro, que é o mês de conscientização relacionada a saúde masculina, através do Ministério da Saúde que falará de todos os procedimentos, recomendações e possíveis complicações caso o homem não siga. Além disso, a campanha contará com a ajuda de pessoas que já foram vítimas dessa enfermidade e será realizada por meio das redes sociais e televisivas. Espera-se que com isso, a Constituição Federal deixe de se tornar medidas prescritas e passe a se tornar medidas práticas, por conseguinte, colaborando para que todos tenham uma vida agradável.