Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 29/11/2020

A campanha novembro azul visa centralizar o debate sobre a  saúde do homem, em particular sobre a prevenção do câncer de próstata, que apesar da alta chance de cura no estágio inicial, mata excedentemente.Logo, é essencial compreender de que forma a masculinidade nociva, bem como o atual cenário pandêmico pode explicar esse fenômeno, e como reverter esse quadro preocupante.

Primeiramente, é fundamental entender como o machismo interfere negativamente na saúde do homem. Devido a preconceitos internalizados, muitos homens, buscam ao máximo se afastar de estereótipos associados erroneamente ao universo feminino. Um exemplo disso é o cuidado com a saúde, sobretudo relacionada ao exame de toque retal, que ainda é um grande tabu dentre os homens.Tal resistência, faz com que muitos desenvolvam, desnecessariamente, a forma mais severa da doença, responsável pela morte de 15 mil brasileiros, somente em 2018, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Além disso, a pandemia atual representa mais uma barreira à prevenção. De acordo com o urologista Thiago Castro, devido ao medo de contágio por covid 19, muitos homens do grupo de risco para o câncer deixaram de fazer o checape preventivo. Isso significa que, se nada for feito, provavelmente, aumentará número de diagnóstico de câncer de próstata em estágio avançado, e, consequentemente, o número de mortes.

Assim, cabe às mídias discutir abertamente sobre a importância do exame de toque retal, mesmo na pandemia, por meio de comerciais e transmissões com personalidades influentes, para que o preconceito não seja um impeditivo à saúde masculina.Também, é dever do sistema de saúde público e privado reforça as medidas sanitárias, através do afastamento do setor que presta exames de próstata das regiões de maior contato com a covid 19. Tudo isso, a fim de que o câncer de próstata seja descoberto o quanto antes, logo, com maiores chances de cura.