Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 23/11/2020
Segundo o filósofo e sociólogo Zygmunt Baumam, “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Entretanto, as dificuldades para conscientizar os homens em relação à saúde masculina só aumentam as crises mundiais. Sendo assim, percebe-se que todo ano é um desafio para o Brasil alertar a população, devido à masculinidade frágil, como também à escassez das propagandas empresariais.
Primeiramente, é importante ressaltar que a masculinidade frágil está diretamente ligada à míngua prevenção na saúde. Analogamente, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), diariamente 42 homens morrem e 3 milhões vivem com a doença frequente entre homens brasileiros, com mais de 65 anos. Certamente, muitos indivíduos do sexo masculino sentem medo de realizar os exames preventivos ou até mesmo constrangimento da pessoa com quem possui relações sexuais. Ademais, a pandemia do Covid-19 isolou a população brasileira até mesmo dos médicos, consequentemente diminuindo o vírus, mas aumentando novas doenças.
Indubitavelmente, a escassez das propagandas empresariais estão claramente relacionadas à mínima prevenção de doenças masculinas. De tal forma, muitas empresas, principalmente de origem industrial que a maioridade dos empregados são homens, não é acrescentado debates sobre os benefícios e malefícios da prevenção do câncer de próstata no “Novembro Azul”. Ademais, os homens acima de 50 anos deveriam obrigatoriamente realizar anualmente os exames de prevenção.
Diante do exposto, medidas são necessárias para reverter essa situação. O Ministério da Saúde deve investir em uma empresa chamada “Novembro Azul”, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar que essa empresa disponibilize palestras e propagadas por meio de internet para todo o trabalho que possui empregadores homens. Com o intuito, de alertar os possíveis benefícios da prevenção e todos os desafios da doença. Com essa medida, espera-se que acabe as crises mundiais por excesso de masculinidade.