Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 23/11/2020

O documentário “The mask you live in” apresenta relatos de vários homens vítimas do machismo e da masculinidade tóxica, uma realidade que normalmente é mascarada por eles mesmos. No entanto, isso revela que os prejuízos de tais atitudes preconceituosas podem recair sobre os próprios homens, especialmente quando se trata da saúde masculina. Assim, a masculinidade tóxica se torna inimiga da prevenção ao câncer de próstata, intimidando homens que precisam realizar o exame, e, juntamente com a falta de acesso à informações, prejudica a identificação e tratamento precoce.

Em primeiro lugar, a masculinidade exagerada leva muitos homens a desistirem do exame de toque retal por se sentirem expostos. Entretanto, como mostra o filme “A culpa é das estrelas”, a vida de uma pessoa com câncer é muito complicada, pois envolve tratamentos arriscados e dolorosos, os quais afetam não só o doente como todos ao seu redor. Dessa forma, prevenir o câncer de próstata, que é a segunda maior causa de morte entre homens segundo as organizações de saúde, se torna essencial para a qualidade de vida deles, o que envolve mostrar a eles como um simples exame não compromete a masculinidade em nada.

Além disso, a falta de acesso à informações ainda é um grande problema na prevenção do câncer de próstata. Apesar de avanços como a Revolução técnico-científico-informacional, que trouxe muitos benefícios para a tecnologia e comunicação, muitos pessoas ainda não têm acesso aos meios para conseguirem informações, como celulares e televisões, que são os mais usados para campanhas de prevenção. Com isso, as informações precisam ser mais acessíveis para os homens que não estão envolvidos no universo tecnológico e só visitam um médico quando já apresentam sintomas graves.

Desse modo, combater a masculinidade tóxica e a falta de acesso às informações é a melhor maneira de prevenir o câncer de próstata e garantir uma qualidade de vida melhor aos homens. Para isso, o Ministério da Saúde deve facilitar o acesso às informações sobre o câncer e sua prevenção, por meio de campanhas virtuais e pessoalmente, em que agentes da saúde irão visitar locais onde não há acesso tecnológico para propor diálogos educativos, contra a masculinidade exagerada, e informativos, para fazer com que a grande maioria dos homens esteja ciente sobre a gravidade e a necessidade de consultas e exames.