Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 23/11/2020

Na música “billy don’t be a hero” pela banda Paper Lace, é contada a história de billy, um jovem que pressionado pela sociedade a mostrar sua masculinidade entra para o exército em busca de glória em tempos de guerra. Com isso, tal goria é de fato conquistada por Billy no final da música,quando morre no campo de batalha, ganhando o título de herói de guerra. Neste contexto, um paralelo pode ser feito com a maneira com que os homens no Brasil chegam a colocar sua própria vida vida em risco em busca da afirmação de sua masculinidade, como por exemplo: não realizar exames de alta seriedade, caso do exame de toque, por medo de ridicularização e julgamento por parte da sociedade, colocando sua vida em risco.

Primeiramente, é preciso entender que o homem brasileiro é constantemente induzido a seguir um padrão de masculinidade imposto a ele que, o cobra constante frieza, a não procura de ajuda e o qual impõe que: todo homem é um ser mais forte que uma mulher e que este não precisa de tratamento médico com a mesma regularidade. Segundo o filósofo Slavoj Zizek, em entrevista com o site “Big Think”, por conta desta masculinidade tóxica, a maioria dos homens quando estão em uma situação de dificuldade, se isolam e optam a fazer algo radical sozinhos, como pode ser visto em acontecimentos recentes, quando homens com câncer, por causa da pandemia do novo coronavírus , evitaram ir ao hospital fazer o tratamento de quimioterapia.

Ademais, presencia-se uma forte resistência por parte dos homens em geral a exames preventivos,que por se acharem mais fortes, ou por terem uma concepção que isso os colocara em uma posição vexatória se recusam a realizar check-ups de rotina. Entretanto o resultado de tal negligência é gravíssimo , tendo peso muito maior que a não aceitação da sociedade, começando com tratamentos intrusivos, até a morte.

Infere-se, então, que a saúde do homem brasileiro está em risco. Portanto, para amenizar esta problemática, urge ao Ministério da Saúde desenvolver, por meio de finanças públicas, campanhas publicitárias para os principais meios de comunicação com o fim de alertar os homens que suas vidas são mais valiosas que a aceitação perante o corpo social e sugerindo ao interlocutor a criar o hábito de procura de exames preventivos rotineiramente. Desta forma as vítimas da masculinidade tóxica iram ser diminuídas e a qualidade de vida do homem brasileiro aumentará.