Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 23/11/2020

Segundo o filósofo grego Platão, “A qualidade de vida é tão importante que supera a própria existência”. Contudo, ao analisar-se o cenário brasileiro, pode-se perceber que o pensamento do filósofo não é efetivado, porquanto uma parcela da população tem sua qualidade de vida prejudicada por conta do câncer de próstata. Esse problema é grave, pois decorre da ineficácia estatal, aliada à baixa divulgação de informações a respeito da prevenção da doença pela mídia brasileira.

Antes de tudo, é válido destacar que, conforme a Constituição Federal, a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Assim, é possível afirmar que a ineficácia governamental é um fator contribuinte para a problemática. Consoante a isso, o economista britânico John Maynard Keynes afirmava que é dever do Estado garantir o bem-estar de seus indivíduos. Sob essa óptica, é compreensível que os baixos investimentos em políticas públicas que visam alertar, informar e conscientizar a população masculina sobre os riscos que o câncer de próstata causa e como o diagnóstico precoce ajuda no tratamento é um fator determinante para a perpetuação do problema, visto que, sem ter noção da importância da realização de exames preventivos, os indivíduos não os realizam, o que coopera para a degradação da qualidade de vida desses cidadãos.

Outrossim, a falta de participação da mídia brasileira na conscientização da população masculina sobre a importância de se realizar os exames preventivos é outro agente contribuinte. Paralelo a isso, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer afirmava que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo que o cerca. Desse modo, a baixa vinculação de campanhas de conscientização ao longo do ano contribui para que esse assunto seja colocado à margem sociedade, sem ser abordado constantemente, o que faz com que os indivíduos não procurem atendimento médico. Tal atitude faz com que o diagnóstico da doença seja dado tardiamente, aumentando o risco de morte e colaborando com a não consumação da filosofia de Platão.

Diante do exposto, o governo federal, responsável por administrar as questões que afetam todo o país, deve, por meio de parcerias com as emissoras difusoras de conteúdo, criar campanhas nos meio de comunicação, rádio e televisão, sobre o quão importante é a realização periódica dos exames de prevenção do câncer de próstata, a fim de não só garantir a efetivação do direito à saúde e uma boa qualidade de vida, mas também diminuir o número de óbitos que poderiam ser evitados com o diagnóstico precoce da doença.