Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 24/11/2020
Segundo Nick Couldry, a desigualdade na voz condena grupos, pessoas e países à inexistência. Dessa forma, assemelhando-se ao pensamento couldryano, a desigualdade na voz da população masculina pela falta de conscientização sobre a importância de exames preventivos no combate a problemas de saúde; no Brasil contemporâneo condena-lhes à inexistência social. Isso posto, cabe compreender uma barreira social e cultural entre os homens.
A priori, observa-se que o cenário de preconceito e vergonha mantém os homens afastados dos consultórios médicos. Diariamente, 42 homens morrem em decorrência do câncer de próstata e aproximadamente 3 milhões vivem com a doença. Este é o tumor mais comum entre os indivíduos masculinos com mais de 50 anos. Ele é responsável por 10% das mortes provocadas por câncer em pacientes do sexo masculino.
A posteriori, na contramão dessa argumentação, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) os homens vivem sete anos a menos que as mulheres. Sobretudo, apresentam maiores incidências de certas doenças. Por exemplo, doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte entre os homens no Brasil. Muitos pacientes apresentam receios de alguns exames, especialmente o toque retal. O exame é rápido e indica se a próstata apresenta algum tipo de alteração, porém apresenta grande estranhamento.
Diante do Exposto, cabe ao Estado, detentor de toda força democrática, intervir promovendo políticas públicas que atuem na conscientização dos exames preventivos, mostrando-os importantes para a detectar alguma anormalidade, bem como o Ministério da Educação pode atuar na redução do entrave promovendo campanhas escolares para a diminuição do preconceito. Sendo assim, incentivando a população masculina na realização de exames, pois eles são fundamentais para que a doença não seja descoberta em estado avançado.