Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 24/11/2020
De acordo com o artigo 196 da Constituição Federal do Brasil, a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Entretanto, quando a própria população, sobretudo masculina, tem uma predileção por remediar exames preventivos de extrema importância, há o que se chama de deficiência reflexiva, o que realça o caráter desastroso não do sistema de saúde, mas sim do próprio ser. Assim, é possível afirmar que não só a cultura masculina com sua fragilidade sexual, mas também a ineficiência das campanhas publicitárias interruptas fomentam o satus quo contemporâneo do século XXI: milhares de pessoas morrem o “ar masculino” intacto.
Inicialmente, é necessário dizer que o tabu em relação aos pensamentos dos homens, principalmente quando mais velhos, abrange diversas áreas. Dessa forma, no famigerado toque retal não é diferente: estereótipos que o abraçam não faltam e que mexem com o pensamento da masculinidade em xeque. A priori, quando um preconceito de suposto desvio sexual por causa de um simples exame é colocodo em ênfase, percebe-se que o problema é, irrefutavelmente, uma falta de questionamento próprio sobre a vida.
Ademais, outro impasse a ser enfrentado diz respeito às ingênuas campanhas governamentais em apenas épocas específicas do ano. Isso se corrobora em avisos sobre o uso de preservativos restritos ao período carnavalesco, em discussões sobre o suicídio em setembro etc. A partir dessa perspectiva, uma mudança de posicionamento populacional não se faz em um mês ou dois, é um processo longo que deve ser assimilado e entendido como importante à salubridade individual.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com ONGs de cunho humanitário, realizar a conscientização populacional por intermédio de campanhas midiáticas ininterruptas pelo ano acerca não só da importância dos check-ups clínicos periódicos para a verificação de enfermidades, mas também que discorra sobre a infantilidade de se perder a vida em ascensão de um egocentrismo masculino. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria significativa na participação dos homens e, consequentemente, um diagnóstico de doenças incipientes com maiores chances de cura.