Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 24/11/2020
Segundo dados do IBGE de 2018, a expectativa de vida entre mulheres é cerca de 7 anos superior a dos homens. Essa discrepância é consequência da masculinidade tóxica e dos hábitos não saudáveis mais comuns entre eles. Esses dois desafios tornam a conscientização social quanto à saúde do homem ainda mais necessária para a garantia da longevidade e qualidade de vida do cidadão.
A fim de assegurar a saúde para mulheres e homens, é necessário compreender que a desigualdade dos dois está na prevenção da prática. Nesse viés, cabe lembrar que desde a pré-história, até como guerras atuais, os homens foram encontrados a adjetivos como virilidade e força, o que enraizou uma cultura machista de que não conseguir mostrar fragilidade. Logo, assim como pensava Durkeim, a sociedade impôs valores predefinidos que são seguidos sem questionamentos por muitos até hoje. Prova disso, é que mesmo matando mais de 15 mil homens por ano, os exames de câncer de próstata ainda não têm o alcance necessário.
Além disso, há os hábitos mais adotados por homem do que por mulheres, como é o caso do tabagismo, que segundo o INCA ( Instituto Nacional do Câncer) é significativamente maior no sexo masculino. Portanto, percebe-se que os anos de vida e a qualidade dessa são afetadas por uma cultura tóxica que impede muitos homens de diagnosticarem doenças tratáveis apenas por medo de mostrar vulnerabilidade. Isso é um resquício de uma cultura arcaica que qualificava os homens pela sua resistência, ao invés da precaução.
Mediante o dissertado, urge a necessidade de mudança. Nesse contexto, Sócrates diz que o homem comete erros devido a própria ignorância. Portanto, o aumento da conscientização social quanto a saúde masculina será efetivado com o fim dos tabus e aumento do conhecimento. Para isso, o Ministério da Saúde junto ao da Educação devem realizar palestras anuais com pais e filhos, em todas as escolas do país. Tal ação trará esclarecimento aos indivíduos com linguagem simples, mostrando a importância da prevenção além da desmistificação dos tabus relacionados aos exames. Dessa forma, será possível garantir a igualdade de longevidade entre os sexos, além de proporcionar uma maior qualidade de vida àqueles que não sofrerão mais com a pressão social que exige força e virilidade o tempo inteiro.