Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 24/11/2020
“O mais escandaloso dos escândalos é que nós habituamos a eles”. A afirmação, atribuída à francesa Simone de Beauvoir, pode ser facilmente ser aplicada nos desafios para a conscientização social quanto a saúde masculina, já que mais escandaloso do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Nesse sentido, torna-se evidente que esse quadro tem origem inegável na negligência do estado. Desse modo, entre o fatores que contribuem para aprofundar essa conjuntura pode se destacar a falibilidade das estratégias de combate ao problema aliado a carência estrutural.
Constata-se, a princípio que a ausência de estratégia para mapear onde a saúde preventiva precisa chegar aliada ao desinteresse estatal consolida os desafios em relação a saúde do homem. Esse cenário, surge em virtude de que o Estado se mantém em uma ideologia imediatista, no qual não se preocupa em fornecer estrutura para esclarecer os benefícios da regularidade dos exames preventivos. De fato, a análise do arquiteto norte americano Bejamin Moser sobre a arquitetura brasileira como autoimperialista ainda permanece no país, já que esse fato é reflexo do comportamento social que baseia-se em colonizar o próprio povo a partir de seus interesses pessoais, fazendo com que uma grande parte da população seja desfavorecida.
Além disso, fica claro que a carência estrutural em conjunto com a omissão do Estado alicerça os desafios da conscientização masculina em relação a sua saúde. Isso ocorre porque, o Estado não investe em ambulatórios para que esse contingente tenha onde recorre para buscar informações e fazer os exames preventivos. Por conseguinte, devido a dificuldade de encontrar apoio e informação sobre as enfermidades que acometem os homens, eles deixam de se prevenir, fazendo com que esses males sejam identificadas tardiamente. Esse contexto, é comprovado pela pesquisa do jornal “O Globo”, em que mostra que 30% dos homens vão a óbito todos os anos por doenças que poderiam ter sido prevenidas.
Mediante a esse exposto, é evidente que a solidificação dos desafios para conscientização voltada para saúde preventiva do homem tem origem inegável na negligência do estatal. Para solucionar essa problemática, é necessário que o Governo crie um Plano de Saúde Preventiva do sexo xy, que irá agir por meio do Ministério da saúde - órgão responsável pelo bem estar coletivo, a direcionar um maior orçamento, para todas as região brasileiras, para realizar projetos e construir ambulatórios com função instrucional e participativa dos cidadãos, por meio de profissões qualificados. Pois só assim, o Brasil não irá habituará a esse escândalo dito pôr Beauvoir.