Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 24/11/2020
Na obra “Utopia” do escritor britânico Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, se observa a realidade na contemporaneidade o oposto do que o autor prega, uma vez que a conscientização relacionada a saúde masculina apresenta barreiras, como qual dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de informações abrangentes do assunto, quanto do machismo cultural. Diante disso torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente é fulcral pontuar que a escassez de medidas de alcance ao público masculino aos exames de próstata, derivam da baixa atuação de setores governamentais, no que concerne mecanismos para coibir tais recorrências. Segundo o artigo 196 da constituição federal, saúde é direito de todos e dever do estado. Entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido atuação dos órgãos competentes, pois a falta de informações especificas abre brechas para notícias falsas gerando pânico, afastando ainda mais o público alvo da campanha. Desse modo faz-se mister a reformulação urgente dessa postura estatal.
Ademais, é imperativo ressaltar o machismo estrutural, como promotor do problema. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), foi indicado na pesquisa que um brasileiro morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata. Partindo desse pressuposto é valido constatar que a maioria dos homens só vão ao médico quando a doença já está em níveis elevados. Por conta da pressão da social exercida em cima da autossuficiência da masculinidade, o homem segue abdicando dos autocuidados com a saúde para não demonstrar vulnerabilidade a sociedade a qual está inserido.
Assim medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática no Brasil, Destarte, com intuito de mitigar a carência de cuidados a saúde masculina, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio das secretárias públicas de saúde, será revertida em projetos voltados para homens com idades a cima de 50 anos, através de palestras com profissionais habilitados capazes de explicar de forma detalhada e clara como funcionam os exames e sanar todas as dúvidas dos envolvidos. Desse modo atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da ausência de cuidados com a saúde masculina, e a coletividade de More será alcançada.