Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 27/11/2020
A campanha Novembro Azul surgiu na Austrália, com a reunião de alguns amigos que visavam chamar `a atenção para saúde masculina. Esse movimento foi aderido por muitos países, incluindo o Brasil. Apesar dos investimentos e esforços constantes para incentivar os homens à exercerem acompanhamento médico, como por exemplo o movimento citado, ainda há, muita resistência dos homens em zelar pela sua saúde, sobretudo no que diz respeito à realização de exames e consultas preventivas. Dado o exposto, faz-se preciso, discutir o preconceito e o tabu que o homem possui para cuidar de sua saúde e os problemas desencadeados pelo não acompanhamento preventivo para à saúde masculina.
Em primeiro plano, é importante mencionar que, por uma questão cultural velada na sociedade, os homens mantém o pensamento ultrapassado de que, realizar consultas preventivas e procurar ajuda médica, é um sinal de fragilidade. Tal pensamento reforça que a humanidade, traz consigo resquícios de uma sociedade patriarcal, onde o homem era o provedor e nunca poderia buscar apoio, e que reflete, na atualidade, na resistência dos homens ao acompanhamento de saúde. De acordo com uma pesquisa do Centro de Referência da Saúde do Homem, “o número de consultas médicas preventivas dos homens é 30% menor que das mulheres”. Desse modo, a saúde e a qualidade de vida dos homens são afetadas pela persistência em não aceitar ajuda médica preventiva, e isso, na maioria dos casos, faz com que pequenos problemas de saúde se agravem para quadros mais sérios.
Em adição, a negação da população masculina em fazer exames, acompanhamentos e consultas médicas de prevenção e tratamento de doenças, acarreta em danos maiores à saúde do homem, com aumento do risco de óbito, haja vista que, se a doença fosse descoberta no tempo adequado, o tratamento poderia ser mais eficaz e não pioraria a qualidade vida do paciente. O câncer de próstata, por exemplo, caso descoberto precocemente, reduz os efeitos da doença, pois evita que o paciente tenha problemas no trato urinário e na atividade sexual. Ao considerar esses fatos, é necessário que as autoridades administrativas invistam em soluções que possam reverter essa problemática .
Portanto, para que os problemas de saúde masculinos não sejam mais agravados pelo receio em ir ao médico, é preciso que o Ministério de Saúde, promova um setor nas UBS’s (Unidade Básica de Saúde) especial para saúde masculina, com campanhas explicativas, consultas preventivas e tratamento precoce de doenças, além do funcionamento estendido após horário comercial de trabalho para que eles consigam ter atendimento médico sem perder o horário no seu emprego. Espera-se, com isso, que os homens consigam dedicar tempo à cuidar da saúde, assim, possam garantir seu bem-estar físico.