Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 24/11/2020

De acordo com o filósofo estoico Sêneca, “É parte da cura o desejo de ser curado” .Desse modo, a conscientização quanto à saúde masculina deve ser algo que venha de cada um. Entretanto, no Brasil hodierno ainda há muitos desafios quanto à conscientização desse gênero em relação a importância de cuidar da saúde. Assim, tal questão se deve tanto pelo preconceito com alguns exames, quanto pela falta de informação das pessoas.

Em primeira análise, cabe destacar que o preconceito de grande parte dos homens em se cuidarem e realizarem exames mais íntimos acaba por ser um desafio na conscientização social quanto à saúde masculina. Um exemplo disso, é que segundo dados da pesquisa realizada em 2017 pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU),  21% do público masculino acreditam que o exame de toque retal “não é coisa de homem”. Logo, a masculinidade de muitos homens acabam por negarem o exame de próstata, afirmando ser coisa de gay, acaba por gerar problemas de saúde e até morte em muitos homens. Por consequência, tal situação precisa ser contornada, a fim de orientar a população masculina sobre a importância do cuidado com a saúde.

Outrossim, a desinformação quanto às doenças e os seus sintomas acabam por gerar despreocupação da população masculina quanto à sua saúde. Dessa forma, o próprio presidente Jair Messias Bolsonaro disse que a pandemia do covid 19 era só uma “gripezinha” , reforçando a falta de preocupação e conscientização com a saúde, levando milhares de brasileiros a possuírem a mesma mentalidade. Portanto, medidas precisam ser tomadas a fim de superar esse desafio e estimular a conscientização social quanto à saúde masculina.

Diante do exposto, cabe soluções que revertam esse quadro de despreocupação quanto à saúde no Brasil. Assim sendo, cabe ao Ministério da Saúde por meio da mídia criar propagandas explicativas informando sobre as doenças mais comuns, a forma de se proteger e os principais sintomas além de demonstrar a importância de procurar um médico caso seja identificada alguma doença, a fim de que assim, haja uma maior conscientização do público masculino quanto à saúde. Ademais, cabe ao Ministério da Educação distribuir cartilhas visando combater o preconceito à exames mais íntimos, mostrando o quão simples e seguro são os procedimentos. Gerando assim, “o desejo de ser curado” como afirmava o filósofo Sêneca.