Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 25/11/2020

Segundo a Constituição federal de 1988, é garantido a todo e qualquer indivíduo o direito à vida. Entretanto, tal plano teórico não se aplica totalmente à realidade brasileira, uma vez que há desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina. Nesse sentido, é importante analisar que parte da população tem suas garantias constitucionais violadas, o que é consequência da negligência governamental, somada à má formação escolar, as quais dificultam a atenuação do problema.

Em primeiro plano, observam-se algumas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, especificamente, em divulgar sobre a importância da prevenção ao câncer de próstata. Nesse viés, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, em sua teoria contratualista, os indivíduos de uma sociedade abdicam de parte de suas liberdades e delegam funções ao Estado, com o intuito de atingir o equilíbrio social. Sob essa perspectiva, o governo falha à medida que não desenvolve campanhas eficazes em conscientizar a população masculina marginalizada quanto à sua saúde, como moradores de áreas rurais, de forma a estimular consultas no urologista e a prevenir tumores. Logo, a escassez dessa ação colabora para a manutenção da desinformação e da taxa de mortalidade, já que alguns casos de neoplasma maligno só são identificados em condição avançada.

Ademais, os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina podem ter relação com a desinformação sobre patologias, ao passo que algumas instituições de ensino demonstram-se ineficientes em estimular as potencialidades cognitivas do estudante. Acerca disso, o filósofo Theodor Adorno apontou, como possibilidade sociológica, uma pedagogia para autonomia, a fim de desenvolver o domínio pleno do conhecimento e a capacidade de reflexão. Nessa conjuntura, o tecido educacional é ineficaz em fomentar, no aluno, um senso crítico apto a compreender a necessidade de prevenir o câncer de próstata e as consequências dessa doença em um estado avançado. Portanto, em função da baixa escolarização e da carência de incentivos a medicina preventiva, parte dos homens desconhecem os perigos de tumores, como casos em que a doença se espalha para diversos órgãos e leva ao óbito.

Em conclusão, é responsabilidade do Estado, mediante o cumprimento de seus deveres previstos na Carta Magna, desenvolver providências capazes de atenuar a problemática. Destarte, é dever do Ministério da Saúde, por meio do financiamento de médicos urologistas, enviar esses profissionais a cada 6 meses para áreas rurais marginalizadas e que não possuem hospitais e, com isso, proporcionar aos homens desses locais a possibilidade de realizar exames de próstata e prevenir tumores. Desse modo, os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina serão reduzidos, visto que uma maior parte da população estará informada e capacitada para a prevenção do câncer.