Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 26/11/2020
O câncer de próstata é uma doença terrível que além de causar problemas locais, em muitos casos, leva a sérios processos de metástase, fato que aumenta o risco de morte do indivíduo acometido. Nessa perspectiva, é notório que há uma infeliz resistência à adesão da campanha “Novembro Azul”, o que implica em desafios para a conscientização social quanto a saúde masculina. Assim, dois tópicos devem ser debatidos: o preconceito e a dificuldade de atendimento médico. Com isso, medidas interventivas devem ser aplicadas, a fim de melhorar o engajamento dos homens, no que se refere aos próprios cuidados.
A priori, o machismo é uma chaga triste que muitas pessoas adquirem. Nesse sentido, muitos homens sentem medo ou vergonha para falar sobre seus problemas pessoais e procurar prevenção para doenças, ao alegarem que é degradante e destrói a masculinidade. Em paralelo a isso, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer) cerca de 15 mil vítimas são feitas todos os anos em função do câncer de próstata, fato preocupante, principalmente em localidades cujo preconceito ainda é grande. Esse nefasto panorama de desinformação é fruto da valorização da cultura patriarcal arrogante herdada, a qual infelizmente persiste. Com isso, é relevante que informação seja fornecida à sociedade para mitigar essa situação.
Por outro lado, o acesso aos profissionais é comumente difícil. Nesse contexto, as grandes filas em hospitais e postos de saúde públicos são uma cruel realidade pois, os serviços funcionam de forma lenta e pouco eficiente, assim, muitas pessoas desistem e não voltam a procurar ajuda. Em relação a isso, o sociólogo Zigmmunt Bauman elaborou o conceito de “instituição zumbi” para demonstrar a morosidade de muitos processos, o que toca a problemática citada. Tal triste situação é proveniente da falta de investimento monetário em setores de prioridade da saúde: salário dos profissionais e equipamentos básicos. Dessa forma, o Estado deve arrecadar recurso -via impostos civis- e aplica-los de forma adequada.
Em suma, há desafios para instruir o público masculino no tocante a saúde. Por isso, o MEC (Ministério da Educação e Cultura) deve promover palestras em ambientes públicos, por intermédio de profissionais qualificados -médicos, biólogos, historiadores-, panfletos ilustrativos e questionários engajadores. Em síntese, essas ações têm a finalidade de conscientizar os homens para o ativo cuidado com o próprio corpo: exames de rotina, hábitos que previnem percalços, além que faze-los perder o medo de conversar abertamente sobre dificuldades da natureza em pauta.