Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 26/11/2020

Segundo dados coletados pelo Instituto Nacional de Cancêr (INCA), foram diagnosticados 68.220 novos casos de câncer de próstata e cerca de 15 mil mortes por ano em decorrência da doença no Brasil, para cada ano do biênio 2018/2019. Uma vez que, a sociedade brasielira é enraizada no machismo, o preconceito quanto a enfermidade por uma parte da comunidade dificulta a prevenção e o diagnóstico precoce, que leva ao aumento no número de casos, pois, muita das vezes, o indíviduo só procura atendimento médico quando sua saúde está comprometida.

Ademais, o sociólogo francês Émile Durkheim, por meio dos seus estudos sobre fato social, afirma que a sociedade impõe valores e ideias predefinidas sobre os indivíduos. Sendo assim, em uma sociedade patriarcal o homem é visto como um ser de autoridade e forte, por isso, não pode demonstrar fraqueza ou fragilidade. Visto que, com base nesse pensamento, o sujeito do sexo masculino opta por não priorizar sua saúde, já que, ao procurar um médico ele mostraria sua fragilidade e vulnerabilidade, deixando portanto, de fazer parte do modelo ideal masculino predefinido no meio social em que vive.

Além disso, a falta de informação sobre a doença fortalece a discriminação das pessoas. Assim, é importante desconstruir o conceito de que, quando um homem procura um médico para cuidar da sua saúde, ele estaria se tornando um ser frágil e vulnerável, perdendo sua virilidade. Porque, é importante o diagnóstico precoce do câncer, para o bem estar da sua saúde. Uma vez que, de acordo com o levamento de dados feito pelo Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo, 60% dos pacientes chegam ao serviço com o tumor em estado avançado.

Dessa forma, é importante que o Ministério da Saúde, por intermédio do uso da mídia, vincule propagandas sobre o câncer de próstata, no intuito de alertar sobre a importância da prevenção e propagar informações sobre a enfermidade, causa, sintomas, fatores de risco. Como também, a Secretaria de Saúde de cada cidade junto com as Unidades Básicas de Saúde (UBS), visasse na criação de rodas de conversa com a comunidade, na presença de um urologista, com a finalidade de tirar as dúvidas das pessoas relacionadas a doença.