Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 26/11/2020

As mudanças que ocorreram com a Revolução Informacional influenciaram, de forma expressiva, os avanços na medicina a partir do século XX. No entanto, o sistema de saúde brasileiro apresenta desafios no que concerne a conscientização masculina a cerca da importância de exames preventivos. Isso se deve, em grande parte, à ausência governamental, bem como à fragilidade socioeducacional persistente no país.

Em primeira análise, é evidente que a pouca participação do governo no combate ao distanciamento populacional dos hospitais é um entrave. Para Aristóteles, filósofo grego, no livro “Ética a Nicômaco”,  o Estado deve prezar, acima de tudo, pelo bem-estar coletivo. Contudo, a introdução de programas que estimulem a aproximação masculina do sistema de saúde ocorre de forma limitada no Brasil. Consequentemente, a frequência de doenças que podem levar a morte, especialmente o Câncer de Próstata entre os homens, tende a aumentar.

Ademais, a constante rudimentariedade nos métodos de ensino de muitas escolas públicas contribui com a banalização da conscientização em relação à saúde masculina. Segundo o educador Paulo Freire, no livro “Pedagogia do Oprimido”, o ensino deve ser uma ferramenta libertadora cuja metodologia desenvolva a criticidade social do aluno. Entretanto, essa não é uma realidade da educação brasileira, o que fomenta a formação de indivíduos que não valorizam a importância de cuidar da própria saúde.

Portanto, medidas devem ser efetivadas para equacionar o quadro em questão. Logo, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio da introdução de anexos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) - como a obrigatoriedade de aulas cujo tema seja a saúde masculina e a importância de ir frequentemente realizar exames preventivos -, deve ampliar a conscientização da população, especificamente dos homens. Com isso, espera-se que a garantia proposta por Aristóteles seja concretizada no Brasil.