Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 02/12/2020

Em 1988, a saúde no Brasil passou a ser constitucionalmente direito de todos, sem distinção de gênero. Entretanto, ao verificar o maior risco à enfermidades entre os homens, percebe-se que este gênero não apresenta uma boa adesão à tratamentos de saúde a nem às campanhas promovidas pelo SUS. Por conseguinte, esses indivíduos se tornam mais vulneráveis, seja pelo preconceito dos mesmos em relação ao autocuidado, seja pela masculinidade tóxica.

Diante desse cenário, a medicina preventiva, isto é, que possui como objeto prevenir para não remediar, é pouco aderida pelos homens, que só buscam serviço médico em casos graves. Dessa forma, para manter uma imagem de poder e sexualidade, eles se recusam à cuidar de si mesmo, negligenciando a própria vida. Entretanto, sofrem as consequências de tal displicência à medida que não conseguem aproveitar das tecnologias que a medicina atual proporciona àqueles que estão dispostos a buscá-la

Além disso, até a modernidade foi perpetuada a ideia de que o cuidado da família é a responsabilidade da mulher, atribuindo a ela os serviços e espaços de saúde. Tal pensamento é fundamento em padrões culturais machistas, que limitam à ambos os sexos no exercício pleno de sua cidadania. Dessa forma, é preciso estimular um enfoque maior na saúde masculina e alterar essa representação social tóxica.

Portanto, o Governo Federal deve modificar os serviços de saúde de forma à atender às características e demandas desse setor, evitando constranger os pacientes, a fim de estimular a adoção de tratamento e serviços de saúde. Ainda, o Ministério da Saúde, deve incluir medidas preventivas na atenção básica, ao levar em consideração os aspectos psicossociais e culturais, com o intuito de promover saúde de qualidade para todos.