Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 27/11/2020
Ao longo da história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Infelizmente, dentre elas, destaca-se, devido à sua recorrência na conjuntura hodierna, os impasses para conscientização da população sobre a saúde masculina. A partir de uma análise, percebe-se que estão vinculados não só a desigualdade social -que é enorme no país-, mas também a falta de debates acerca do assunto desde a infância, principalmente nas escolas.
Segundo o filósofo Platão, mais importante que a existência é a qualidade dela. Análogo a isso, a má distribuição de renda no Brasil sempre trouxe problemas, principalmente a população de baixa renda, como a ignorância a respeito de muitas doenças. Dessa forma, a negligência de órgãos de saúde, junto ao descompromisso governamental, são fatores cruciais para falta de informação de homens, principalmente moradores de comunidade, a respeito da saúde masculina e as doenças que podem ser acarretadas quando é negligenciada.
Além disso, alude-se ao pensamento do intelectual Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela a sociedade tampouco muda”. Sob essa perspectiva, percebe-se a importância do estímulo nas escolas a debates a respeito da saúde masculina, haja vista que muitos jovens ainda não conhecem seus direitos, como consultas gratuitas ao urologista oferecidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Dessa forma, as instituições de ensino possuem uma grande importância na difusão desse tipo de informação, junto com conversas sobre o medo de consultas médicas, por exemplo, que atinge muitos cidadãos.
Em resumo, diante do exposto, medidas exequíveis precisam ser tomadas para amenizar o problema em nossa sociedade. A priori, o governo, por ser o responsável por esse impasse, deve, por meio da construção de novos postos de saúde e restauração dos já existentes, promover o acesso a urologistas a todos os cidadãos, principalmente de aglomerados periféricos. Em segundo plano, escolas precisam fornecer palestras e debates com médicos, trazendo dados específicos, a fim de garantir o convencimento social. Assim, o Brasil caminhará com passos largos para ser um país com menos ignorância, e mais saúde.