Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 27/11/2020

No século XIX, o câncer de próstata, foi considerado uma doença rara, por conta da baixa expectativa de vida, daqueles que a portavam, além da dificuldade de diagnóstico. Contudo, na sociedade contemporânea, a falta de procedimentos preventivos, e o preconceito gerado pelo machismo estrutural, são fatores que elevam o número de mortos, pela doença no Brasil.

Em primeira instância, os procedimentos preventivos, são de suma importância, para que a doença, seja tratada no seu estágio inicial, a fim de que o paciente não se submeta a tratamentos mais agravantes. Entretanto a sociedade do século XIX, se faz presente no mundo contemporâneo, na qual, a masculinidade é colocada “à prova”, se tornando um obstáculo para muitos homens, que são vítimas do machismo estrutural agregado a nossa realidade. Dessa maneira, com o preconceito criado e estruturado, a população masculina, procura menos os consultórios, fazendo com que a enfermidade seja descoberta em estágio avançado, tornando-os mais vulneráveis e suscetíveis ao aumento do câncer de próstata.

Outrossim, o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em uma de suas pesquisas, revelou que esse é o segundo tipo de câncer, mais decorrente nos homens brasileiros, acarretando um número expressivo de mortes diárias. Portanto, se não houver uma intervenção para esse tipo de problema, o Brasil continuará tendo essa enfermidade como um dos efeitos do machismo.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o empasse. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), em conjunto com o Ministério da Cultura, devem propor uma campanha mensal de conscientização a respeito desse mal, por um projeto de lei, entregue à Câmara dos Deputados. Tal campanha, servirá para todos os homens, a fim de que todos realizem os procedimentos preventivos, diminuindo assim o aumento eloquente dos casos do câncer de próstata e  o preconceito  no Brasil.