Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 30/11/2020
A citação de George Bernard Shaw diz que “O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada”. De maneira análoga, a realidade brasileira atual possui uma dificuldade de conscientização para os cuidados da saúde masculina e se demonstra equivalente a essa ideia. Em virtude da mentalidade discriminatória da sociedade e da ausência de preocupação e tempo da população masculina, esse cenário se atesta negativo e distante do fim.
Em primeira análise, o pensamento preconceituoso presente no corpo social é preocupante. Segundo dados do jornal Estado de São Paulo, um homossexual sofre violência a cada três minutos. Portanto, informações como essas corroboram para a visão homofóbica da população em que a ideia da realização preventiva de alguns exames para precaução da saúde do homem fragiliza sua masculinidade e o influencia ao abandono desse cuidado.
Outrossim, a carência de tempo e priorização com a saúde por parte dos homens é visivelmente problemática. De acordo com o livro “Sociedade do cansaço” de Byung-Chul Han, o comportamento social atual é definido com a hiper valorização do indivíduo e a necessidade de produtividade constante com uma rotina frenética. Assim sendo, a imposição desse desempenho contribui para a procrastinação de cuidados com a própria saúde.
Logo, fica claro que medidas devem ser tomadas para amenizar o problema. Por isso, o Ministério da Saúde deve desenvolver campanhas em hospitais públicos para a realização dos exames de saúde masculina que ofereçam bonificações como recompensa para quem os realizar além de intensificar a divulgação das informações de conscientização. De forma que seja estimulado o cuidado com a saúde em homens e desconstruída as imagens preconceituosas desse âmbito. Só assim, assegurando a mudança necessária que citou Shaw para uma sociedade melhor.