Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 28/11/2020
Novembro é o mês mundial de combate ao câncer de próstata e tem por objetivo alertar a todos sobre a importância de conhecer essa doença e da realização de um diagnóstico precoce sobre ela. Essa campanha visa também quebrar tabus, uma vez que o câncer de próstata é sempre tratado com muito preconceito pelos homens, principalmente em razão da realização do exame clínico (toque retal). A negligencia no campo da saúde publica, juntamente com o grande tabu, fazem muitos não procurarem o urologista, o que leva ao diagnóstico ser realizado tardiamente. Dessa forma, é necessário analisar a problemática com vistas a promover o bem-estar social.
Em primeira instância, é indubitável que a questão da negligencia da saúde esteja estre as principais causas dos problema. De acordo com a Constituição Federal, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. De maneira adversa, ocorre uma dificuldade de acesso a uma consulta com um urologista pelo SUS (Sistema Único de Saúde) nos dias de hoje, o que vai contra a constituição e faz com que a população da classe baixa que não tem dinheiro para pagar uma consulta particular não faça o exame de diagnostico precoce. Desse modo, é notório que a dificuldade de acesso vai contra a conscientização da saúde masculina.
Em segunda instância, destaca-se o tabu como impulsionador da problemática. Segundo o filósofo Sigmund Freud, o tabu supõe-se emanado de uma especial força mágica inerente a certos espíritos e pessoas e suscetível de transmitir-se em todas as direções, por uma mediação de objetos inanimados. Seguindo a linha de pensamento do autor, é possível observar que o novembro azul e desafios para a conscientização da saúde masculina pode ser encaixado na teoria do autor, uma vez que, por ser um exame de diagnostico invasivo, os homens criaram um certo preconceito sobre ele tornando-o como um tabu. Contudo, eles deixam de realizar o exame e continuam a passar esse tabu de geração em geração, funcionando como agravante da problemática.
Entende-se, portanto, que o que está impedindo a conscientização do cuidado da saúde masculina é a negligencia do acesso a saúde publica e o tabu. A fim de atenuar a problemática, o Governo Federal, grande responsável pela administração da economia federal, deve realizar um maior investimento no SUS, por meio da contratação de mais médicos urologistas, com o fim de diminuir as listas de espera para uma consulta. Também deve fazer campanhas nos meios de comunicação com o intuito da quebra desse tabu. Logo, com a realização desses planos a problemática será minimizada.