Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 17/04/2021

“O homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro; depois, usa o dinheiro para reconquistá-la.” Percebe-se, nesse sentido, que o fato de 1 a cada 6 homens, segundo o site SCielo, possuir a possibilidade de ter câncer de próstata é muito grave. Por isso, torna-se necessário o debate acerca dos desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina no “Novembro Azul”. Assim, pode-se dizer que a problemática se agrava pelo risco tardio do diagnóstico e do tabu.

A priori, é imperioso destacar que o fato de não haver diálogo sobre o câncer de próstata na sociedade é fruto do tabu imposto. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao observar que 21% da população masculina no país considera que o exame de toque retal “não é coisa de homem” e, além disso, 38% dos homens com mais de 60 anos consideram que “não é necessário”, segundo uma pesquisa do Datafolha. Sendo assim, é perceptível que a conscientização da importância da realização do teste é necessária, dada a informação de que em seis homens, um pode ter a doença. Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro à saúde masculina.

Outrossim, é imperativo pontuar que o diagnóstico tardio da doença pode acarretar sérios riscos. Isso porque, as chances de cura são maiores quando o câncer de próstata é diagnosticado na fase inicial, que aumenta em 90% as chances de cura, segundo o urologista Adriano Maia da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas. Desse modo, o novembro azul é necessário para alertar a população masculina dos riscos e da importância do hábito da ida ao médico, visto que não se deve procurar o especialista somente quando os sintomas já estão evidentes. Por isso, é de extrema relevância a reformulação estrutural da consciência coletiva da sociedade em relação à saúde do homem.

Depreende-se, por conseguinte, a necessidade de se combater alguns dos desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina no Novembro Azul. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação inserir, nas escolas, desde a tenra idade, a disciplina de Saúde e Prevenção de Doenças, de cunho obrigatório em função da sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio das mídias de grande alcance, para que a população masculina, desde jovens, esteja conscientizada da importância da ida ao médico. Ademais, o Ministério da Saúde deve fortalecer a campanha de conscientização social em todos os meses do ano, mesmo que focalizada no mês de novembro, o órgão público necessita internalizar na consciência coletiva da sociedade a necessidade do diagnóstico precoce, por meio de comerciais digitais nas redes sociais.