Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 02/12/2020

O modelo de família patriarcal do Brasil começou no século 16, quando esse conceito era uma estrutura de poder social centrada no homem, no entanto, apesar da evolução da sociedade, os homens ainda desempenham principalmente o papel de “proprietários” na família. Diante disso, é importante destacar que a sociedade trata essas posições como um fenômeno comum, portanto, os homens desenvolvem uma masculinidade fragilizada e deixam de ir ao médico, pois admitir a possibilidade de adoecer é considerado um “sinal de fraqueza” . Como resultado, isso faz com que a doença do homem seja posteriormente diagnosticada, levando a uma piora do prognóstico e encurtando a expectativa de vida.

No cenário exposto, cabe citar o sociólogo Max Webber, que desenvolveu um trabalho no qual expôs a teoria da dominação. É uma relação social baseada na autoridade de uma pessoa sobre a outra. Porém, os homens sentem “a existência de autoridade” e assim se comportam, portanto, fica claro que a masculinidade da sociedade é o principal motivo pelo qual os homens não procuram atendimento médico, pois esse modelo hegemônico de masculinidade terá um impacto negativo nas crianças. Saudável e inviabiliza a prática de enfermagem.

Além disso, segundo dados de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida dos homens é 7 anos menor que a das mulheres, pois, além das mortes por causas externas (acidentes de trânsito, brigas), o segundo principal motivo é Doenças do aparelho circulatório, seguidas de tumores e câncer de próstata. Além disso, é sabido que as mulheres sentem necessidade de ser examinadas com frequência e levar uma vida ativa com o médico. Embora os homens geralmente precisem ir à clínica, muitas vezes levam a um mau prognóstico devido aos atrasos, pois não têm vontade de consultar um médico, portanto, podem desenvolver a doença em um estágio mais avançado e não ter cura.

Portanto, é preciso que a sociedade elimine a ideia de “as pessoas não choram” e “as pessoas não precisam ir ao médico” através das redes sociais. Fotos e publicações devem ser distribuídas para quebrar a autoridade das pessoas na casa. É importante também que o governo, responsável por orientar e dirigir a sociedade, conscientize os homens da importância das consultas regulares e da prevenção de doenças por meio de exercícios e palestras, a fim de aumentar a expectativa de vida e prevenir a detecção de doenças em casos mais graves.