Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 30/11/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o baixo período de conscientização relacionada à campanha do Novembro Azul, apenas 1 mês, impossibilita que a divulgação seja necessária para realmente diminuir o número de casos da doença, o câncer de próstata. Nessa lógica, essa ausência na diminuição ocorre, principalmente, pela baixa divulgação e acesso a informação, e pela grande desigualdade social. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para solucionar o problema.

Primeiramente, é importante salientar o modo que a baixa informação pode aumentar o número de casos da doença. Uma vez que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), quase 50% dos homens na idade recomendada não realizam os exames. E essa ausência de baixas campanhas de explicação sobre a real necessidade desse exame, em conjunto com a negligencia de boa parte da população masculina do país, tornam esse câncer, em concordância com o Laboratório Oswaldo Cruz, a 2° maior causa de morte de homens. Nessa conjuntura, é racional entender as maneiras que a falta de campanhas de conscientização a esse câncer, sendo o Novembro Azul a única com grande relevância e conhecimento, impulsionam seus números e aumentam sua ocorrência.

É importante, ainda, evidenciar as maneiras que a desigualdade social influencia no número elevado de casos dessa doença. Dado que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 75% da população brasileira tem sua renda abaixo da classe média, e além disso, consoante a outra pesquisa do IBGE, mais de 25% desses estão em situação de extrema pobreza. Nesse espectro, pode-se concluir a forma que esse cenário impulsiona o problema, posto que essa menor renda diminui o acesso à hospitais e outros setores de saúde, visto que essas pessoas possuem um menor tempo livre pois tem que trabalhar ao máximo para conseguir sustentar-se e a sua família.

Portanto, infere-se que medidas são necessárias para solucionar o problema. Por isso, cabe ao Ministério da Saúde garantir um aumento do número de pessoas realizando o exame, por meio de mais campanhas durante o ano todo, utilizando das mídias sociais e divulgação em locais públicos. Além disso, cabe ao Poder Legislativo torna a realização desse exame obrigatória, recorrendo a novas legislações ou ampliação das antigas, a fim de diminuir os casos dessa doença no Brasil. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora no bem-estar da nação.