Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 01/12/2020
Embora o nível de conscientização do povo brasileiro tenha aumentado nos últimos anos, continua preocupante o número de homens que não procuraram os serviços de saúde para prevenir doenças. A maioria das pessoas procuram atendimento médico nas fases finais da doença, quase sempre por não tomarem medidas preventivas.
Segundo dados divulgados pela mídia, no Brasil, menos homens procuram o médico preventivo do que mulheres, enquanto mais homens fumam e têm sobrepeso do que mulheres. Isso porque os homens tendem a se preocupar com a saúde, priorizam o lazer, o trabalho e outras questões e têm menos relação à saúde do que as mulheres. Evitam ir ao médico, são otimistas quanto à saúde e têm medo de descobrir doenças graves. Uma pesquisa recente publicada por um grande jornal nacional descobrindo que os homens vivem sete anos menos do que as mulheres. Essa realidade precisa ser corrigida e discutida pelo poder público e pela sociedade.
Diante desse quadro, o Ministério da Saúde deve propor medidas de promoção da demanda por atendimento e lançar campanhas de incentivo à prevenção de doenças e orientação à população. Muitos homens procuram atendimento médico somente depois de sofrerem de doenças graves, como doenças cardíacas e diabetes. É preciso investir em campanhas na mídia nacional, ampliar como redes de atendimento e consultas regulares para estimular e promover a demanda por serviços médicos. Normalmente, os cidadãos não procuram atendimento devido à burocracia e à longa espera por consultas no Sistema Único de Medicina (SUS). Além disso, políticas públicas e educação em saúde devem ser investidas, principalmente nas escolas, para conscientizar os cidadãos sobre a importância da creche regular e da prevenção de doenças. Segundo Immanuel Kant, é no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.
Em suma, o governo federal e a sociedade devem manter a coesão para fortalecer as ações acima. Se nenhuma ação para tomada, devido à nossa própria indiferença, vamos experimentar cada vez mais um declínio na saúde e na qualidade de vida.