Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 01/12/2020
Atualmente, doenças como o câncer são uma das maiores causas de morte no mundo, segundo dados na OMS, logo, espera-se uma grande preocupação em qualquer recorte da população com estas doenças. Contudo, as dificuldades de estabelecer a conscientização social quanto à saúde masculina ainda são problemas a serem vencidos. Nesse liame, tais dificuldades se estabelecem devido à construção da masculinidade frágil na sociedade, o que faz com que cada vez menos homens procurem ajuda profissional para encarar um problema de saúde, somado a isso existe a resistência da população masculina em relação à exames, como o de próstata por exemplo e, como consequência, a identificação tardia de problemas de saúde que muitas vezes são letais.
A priori, tal masculidade frágil e tóxica é totalmente evidenciada no filme norte-americano “The mask you live in”, ao narrar a trajetória de personagens que precisam afirmar sua sexualidade a todo momento. Decerto, a busca por legitimação do próprio gênero e sexualidade é nociva tanto para homens e mulheres, uma vez que, apesar de ser em menor intensidade, homens também são afetados pelo machismo presente na sociedade. A exemplo, o filme também norte-americano “Im not an easy man” ilustra uma realidade totalmente invertida, com dominação feminina, evidenciando o impacto na vida de todos os indivíduos.
: Ademais, devido à necessidade de reafirmação social que os homens buscam baseados na estrutura machista, a recusa da realização dos exames médicos se agrava. Nesse contexto, o diagnóstico é quase sempre tardio e, por conseguinte, o quadro do paciente se agrava, por isso o câncer de próstata é a segunda doença que mais mata homens no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Infelizmente, a influência de fatores como vergonha, preconceito e a própria masculinidade tóxica, faz com que o número de homens que realizam o exame seja menor que 30% e decaia cada vez mais, de acordo com uma reportagem do Oncoguia de 2015.
Portanto, medidas são necessárias para que este cenário mude. Por isso caberá ao Ministério da saúde criar uma programação semanal para desmentir os preconceitos criados pela sociedade acerca da saúde masculina, por intermédio das mídias como, televisão e rádio a fim de conscientizar e sanar dúvidas da sociedade civil como um todo. Além disso, a população deve buscar conhecimento e lutar para que o machismo estrutural deixe de ser uma realidade e, ao mesmo tempo, mostrar ssuporte à campanhas de saúde, tais como o Novembro Azul. Assim, os brasileiros poderão usufruir de uma saúde de qualidade e de uma vida sem necessidade de legitimação por gênero ou sexualidade