Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 11/01/2021

O seriado “Breaking Bad” retrata a história do professor de química, Walter White, que se empenha para superar o câncer. Nesse viés, substancial parcela da sociedade sensibiliza-se com a ficção, mas é incapaz de reconhecer a necessidade da prevenção da segunda maior causa de morte em homens - o câncer de próstata. Desse modo, a negligência abre margem para os desafios na conscientização quanto à saúde masculina - o Novembro Azul. Com efeito, a mazela evidencia-se, sobretudo, devido ao procedimento de prevenção supostamente colocar a masculinidade em risco, o que, como sequela, acarreta a elevada quantidade dessa neoplasia.

Em primeiro lugar, a interpretação “do ser homem” como ter uma conduta rígida e ignorante dificulta a prevenção do câncer de próstata, em virtude do preconceito com o exame de toque. Acerca disso, o médico Sigmund Freud, em sua obra, Totem e Tabu, define os totens como elementos significativos na sociedade, ao passo que os tabus são condutas reprováveis, sendo assim, pouco discutidos. Posto isso, o tabu de que o exame de toque ataca a masculinidade é meramente uma falácia errônea e perigosa, em razão de desestimular o posicionamento ativo no combate à problemática. Logo, enquanto a manutenção do “homem genuíno” for naturalizada pelo preconceito, a preocupação com a problemática se restringirá à dramaturgia de Breaking Bad.

Por conseguinte, a insipiência que o real problema não se trata de afetar a imaginada masculinidade, mas sim o graves danos à saúde, pode induzir à evolução da patologia. Em relação a isso, a postura passiva, majoritariamente, dos homens no combate ao estorvo promove a metástase do tumor - formação de um novo edema a partir de um anterior - e, consequentemente, um tratamento mais agressivo. Nesse sentido, tal omissão se confirma por uma pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer, que indica que o câncer de próstata, em 2020, deve ser detectado em cerca de 65 mil indivíduos. Destarte, sendo assim, algo grave para o desfecho do problema.

Portanto, a fim de proporcionar um lapso entre a discriminação e uma sociedade salubre, é necessário ampliar a divulgação Novembro Azul . Dessa maneira, a mídia deve promover ações de “merchandising” social - diálogos com fins educativos nas imprensas - por meio da inserção de temas relacionados a importância da saúde masculina em telenovelas, filmes e peças de teatro. Durante isso, fertilizar uma reflexão da comunidade, com o propósito de evocar a participação dinâmica da população no domínio e, então, conscientização social . Espera-se, sob tal perspectiva, o fim do preconceito, bem como a “totemização” - converter em apreço - da inspeção do toque, para uma sociedade vigorosa.