Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 02/12/2020

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, no ano de 2018, 15,5 mil brasileiros morreram de câncer de próstata, índice que poderia ser menor se não houvesse descuido desse público com a saúde. Nesse âmbito, surgem desafios para a conscientização social masculina quanto à questões médicas, posto que essa classe não costuma buscar unidades de saúde ao sentirem-se enfermos. Tal fato decorre do machismo existente no país, o que instala nos homens o paradigma de que não devem procurar médicos, além da inexistência de sensibilização nas escolas ao público masculino a busca por centros médicos quando necessário.

Em primeiro lugar, o sociólogo francês, Émelie Durkheim, definiu um conceito chamado “fato social”, que segundo ele são normas que se aplicam aos indivíduos, e que os precedem, além de pressionar esses a agir de certo modo. Nesse sentido, o machismo existente na sociedade nacional é um exemplo de tal definição, visto que está inserido no comportamento de muitos brasileiros, e isso é um fator que promove o descaso desses com a saúde, ja que esse costume codifica que os homens serão frágeis se buscarem assistência médica. Por conseguinte, essa prática cultural é um desafio a saúde dos homens, dado que incentiva esses a não irem ao médico.

Por outra óptica, o político sul-africano, Nelson Mandela, acreditava que a educação é a principal ferramenta que pode ser utilizada para mudar o mundo, uma vez que permite mudanças sociais. Todavia, o Brasil não oferece uma educação de qualidade nas escolas, principalmente em questões como a saúde masculina, na qual pode ser considerada um tabu na sociedade, devido ao machismo presente nessa. Consequentemente, a ineficiência do ensino nacional resulta na persistência desses padrões, porque não há o necessário para quebrar esses, o que resulta, por exemplo, no grande número de vítimas do câncer de próstata no país.

Portanto, a fim de combater os desafios para conscientização dos homens quanto à saúde, o Ministério da Saúde deve investir em campanhas e publicidades de conscientização desse público, que o sensibilize a procura por centros médicos regularmente, principalmente ao sentir-se enfermo, além disso essas ações devem ser tomadas o ano todo, e não somente em novembro, já que esse é o mês de combate ao câncer de próstata, e que geralmente recebe mais atenção do estado. Além disso, deve o Ministério da Educação implementar no ensino brasileiro a educação sobre a saúde masculina, pois assim os cidadãos aprenderão que devem ir ao médico. Logo, se tais ações forem tomadas, os homens serão sensibilizados quanto à saúde.