Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 13/05/2021
Segundo a Constituição Federal de 1988, todo cidadão possui direito à vida. Contudo, tal prerrogativa não se aplica plenamamente à realidade nacional, visto que o país enfrenta sérios embates na esfera da conscientização social quanto à saude masculina. Assim, parte da populaçao têm suas garantias constituicionais violadas, como consequência da negligência governamental, somada à uma lenta mudança na mentalidade da sociedade, as quais dificultam a atenuação do problema.
Nesse contexto, é possivel observar certas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, nesse caso, em divulgar e debater a importância da prevenção ao câncer de próstata. Dessa forma, ainda que um mês do ano- o chamado novembro azul- tenha como proposta conscientizar os cidadãos sobre a temática em questão, essa ação não é uma medida suficiente. Prova disso são os dados fornecidos Instituito Nacional de Câncer (INCA), que apontam o câncer de próstata como o segundo tipo mais frequente da doença, em homens brasileiros. Sob essa perspectiva, a escassez de campanhas e debates, colabora para a manutenção da desinformação e da taxa de mortalidade, pois alguns casos de neoplasma maligno são identificados apenas em condições avançadas.
Além disso, vale ressaltar que as questçoes socioculturais são um forte empecilho da dissolução do revés. Conforme Durkheim, o indivíduo é fortemente influenciado pela maneira coletiva de pensar. Logo, pode-se perceber que o retrógado culto à masculinidade forte e intocável, o qual interefe na tomada de decisões de homens inseridos nessa realidade, configura-se como uma barreira ao tratamento de inúmeras doenças.
Sendo assim, dado os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina, faz-se importante desmistificar o tabu acerca da problemática. Para isso, asssite ao Ministério da Saúde, em conjunto à Sociedade Brasileira de Urologia, instruir os homens sobre os benéficios dos exames preventivos regulares, por meio de palestras mensais com a presença de médicos e pacientes já reabilitados, a fim de atentá-los sobre como agir na busca de cuidados. Dessa maneira, será possível presenciar uma sociedade mais positiva e, pode-se-ia testemunhar o direito à vida além dos papéis.