Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 02/12/2020

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), “saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença”. Para este fim, foi iniciado em 2003 o movimento “Novembro Azul”, com o objetivo de chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças que atingem a população masculina, com ênfase na prevenção do câncer de próstata. Entretanto, são perceptíveis as dificuldades de conscientizar a população masculina no Brasil. Os tempos corridos da modernidade, preconceito e a falta de conscientização são os principais responsáveis para esses descanso social. Assim, é importante combater essas estruturas sociais que afetam a saúde masculina.

Em primeira análise, é importante ressaltar que, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, os homens brasileiros vivem, em média, 7,2 anos a menos que as mulheres. Entre as causas de morte prematura estão à violência e acidentes de trânsito, além de doenças cardiovasculares e infartos. Por isso o Ministério da Saúde implementou, em 2009, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Um dos principais objetivos é promover ações de saúde que contribuam para a compreensão da realidade singular masculina e propiciar um melhor acolhimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em segunda análise, é importante mencionar que a saúde, mais do que genética, é consequência das escolhas e hábitos de vida. Hábitos saudáveis e acompanhamento de saúde preventivo são o caminho para o envelhecimento com qualidade de vida. Porém os homens costumam dar menos atenção à saúde e realizam menos consultas médicas. Tendem a priorizando questões como lazer, trabalho, entre outras, e costumam ter hábitos relacionados à saúde inferiores aos das mulheres. Eles evitam ir ao médico, são otimistas em relação à própria saúde e têm medo de descobrir alguma doença grave. Corroborando com o levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo que mostra que 70% das pessoas do sexo masculino que procuram um consultório médico tiveram a influência da mulher ou de filhos. O estudo também revela que mais da metade desses pacientes adiaram a ida ao médico e já chegaram com doenças em estágio avançado.

Diante dos argumentos supracitados, medidas são necessárias para conscientizar a população masculina a cerca da sua saúde. O Governo Federal através do Ministério da Saúde deve propor medidas para facilitar a procura pelo atendimento e aplicar campanhas visando o incentivo  prevenção de doenças e a orientação da população. Além disso, deve-se investir em políticas públicas e educação em saúde, principalmente nas escolas, para conscientizar os cidadãos desde cedo quanto à importância das consultas periódicas e a prevenção de doenças, assim podemos combater esse mal.