Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 03/12/2020

A constituição Federal de 1988, documento jurídico de maior importância no Brasil, assegura em sua lei 88, que a saúde, como dever do estado, é tanto física, mental, social como preventiva. Contudo, apesar dessa prerrogativa e das companhas governamentais do ‘’Novembro azul’’ há uma ineficiência na conscientização social quanto à saúde masculina, haja vista o estigma e a falta de informação do povo perante a importância dessa questão. Sendo assim, medidas devem ser tomadas para romper estes desafios.

Primeiramente, é valido ressaltar, o evidente preconceito da sociedade no que se diz respeito à saúde do homem. De acordo com uma pesquisa feita pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, em 2018, revelou que 70% dos homens só vão ao médico se forem acompanhados, e 50% afirmaram só procurar atendimento quando sua doença já está em estado avançado. Nesse contexto, esses dados comprovam uma ideia de que cuidar da saúde não é coisa de homem, já que há uma baixa adesão deles perante a premissa da prevenção de problemas de saúde como o câncer de próstata, o segundo tipo de câncer que mais mata esse grupo, segundo o Centro, o que representa um grande revés a ser enfrentado.

Além disso, tendo em vista a grande incidência do câncer prostático, a desinformação acerca dos meios de prevenção e do processo saúde-doença contribui para o aumento da morbimortalidade masculina. Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 3 milhões de homens vivem com tumor de próstata no biênio de 2018 e 2019, indicies que explicitam a ocorrência desse evidenciam o desconhecimento de sua profilaxia, que são consultas regulares ao medico urologista, pois, ao descobrir tumor no inicio a probabilidade de cura é maior, como diz o INCA. Assim é explicito que com o direcionamento informativo correto, tais números serão mitigados e a problemática poderá ser enfrentada.

Destarte, diante das adversidades da conscientização social perante a saúde do homem medidas devem ser tomadas para acabar com essa problemática. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação, educar meninos desde a educação infantil nas escolas, através de campanhas informativas acerca da importância do cuidado a saúde, com o uso de animações e dinâmicas, a fim de que o tabu sobre a temática seja combatido e as próximas gerações mudem o senário nacional (segundo câncer que mais mata no país). Assim, a informação da necessidade do zelo à saúde masculina será disseminada e o problema será resolvido, além disso, a lei 88 será efetivada em seu viés preventivo.