Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 03/12/2020

O modelo de família patriarcal do Brasil começou no século 16, quando o conceito era uma estrutura de poder social centrada no homem. Porém, apesar da evolução da sociedade, o principal papel do homem na família ainda é o de “chefe da casa”. Com isso em mente, é importante destacar que a sociedade trata essas posições como um fenômeno comum. Por isso, os homens desenvolvem uma masculinidade frágil e deixam de ir ao médico por admitirem que a possibilidade de adoecimento é considerada “fraca”. Como resultado, isso faz com que a doença seja posteriormente diagnosticada, levando a um pior prognóstico e encurtando uma expectativa de vida.

Primeiramente, cabe citar o sociólogo Max Webber, que publicado um trabalho no qual explica a teoria da dominação. É uma relação social baseada na autoridade de uma pessoa sobre a outra. Porém, os homens sentem “a existência de autoridade” e agem dessa forma. Portanto, fica claro que a masculinidade da sociedade é o motivo principal pelo qual os homens não procuram atendimento médico, pois esse modelo hegemônico de masculinidade terá um impacto negativo nas crianças. Saudável e inviabiliza a prática de enfermagem.

Além disso, segundo dados de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma expectativa de vida dos homens é 7 anos menor que a das mulheres, pois, além das mortes por causas externas (acidentes de trânsito, brigas), o segundo principal motivo é uma doença do sistema circulatório, seguido por tumor e câncer de próstata. Além disso, é sabido que as mulheres precisam de fazer check-ups ocorrendo e levam uma vida ativa com o médico. Embora os homens geralmente precisem ir à clínica, a geralmente leva a um mau prognóstico, pois eles não têm firmeza para ir ao médico, podendo desenvolver uma doença em um estágio mais avançado e não ter cura.

Diante dessa situação, o Ministério da Saúde deve propor medidas para promover a demanda por atendimento e realizar campanhas de incentivo à prevenção de doenças e orientação à população. Muitos homens procuram atendimento médico somente depois de afetados por doenças graves, como doenças cardíacas e diabetes. É preciso investir em campanhas na mídia nacional, ampliar como redes de atendimento e consultas regulares para estimular e promover a demanda por serviços médicos. Onde, os cidadãos não procuram atendimento devido à burocracia e ao longo tempo de espera pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, políticas públicas e educação em saúde devem ser investidas, principalmente nas escolas, para conscientizar os cidadãos sobre a importância da creche regular e da prevenção de doenças. Segundo Immanuel Kant, “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”.