Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 04/12/2020

Prevenir para não sofrer

Por que os homens vão menos ao médico? Essa é uma interrogativa que permeia há muito tempo na sociedade. Evidenciando essa realidade, Romeu Gomes, responsável por um estudo da fundação Oswaldo Cruz sobre a baixa frequência masculina nos serviços de saúde, afirma que os homens costumam associar consultórios médicos como um lugar de crianças, mulheres e idosos. A análise realizada por ele, indica o fator cultural que associa ao sexo masculino características como braveza e autossuficiência.

Primeiramente, é válido ressaltar que o câncer de próstata é o segundo tipo que mais atinge a população masculina no Brasil. Ademais, o único país que tem uma política específica voltada para a saúde do homem é o Canadá, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, José Carlos de Almeida. Isso tudo, porque o passado histórico patriarcal ainda lateja em nosso presente. Sendo assim, de um modo geral, os garotos não são educados a cuidar da saúde.

Em consequência disso, muitas vezes o homem descobre um câncer de próstata mais avançado, pela sua ausência em exames de toque e sangue regularmente após os 40 anos. O tumor de próstata não pode ser prevenido, porém, é comprovado que há 90% de chances de cura se descoberto precocemente. Dessa forma, é imprescindível que o homem seja incentivado a cuidar de sua saúde em todo o seu processor de formação.

Por isso tudo, é necessário começar uma mobilização da desconstrução da imagem do homem forte e inabalável. Sendo assim, é importante que sejam feitas campanhas de conscientização, não só em novembro, mês que é dedicado a campanhas ao incentivo da saúde masculina, mas sim o ano todo. Soma-se a isso, palestras feitas pelo ministério da saúde em parceria com o ministério da educação em escolas, desmistificando que homem pra ser forte não vai ao médico. E evidenciando ser indispensável cuidar da própria saúde. Só assim, o tabu ,machista será quebrado e a medicina cada vez mais preventiva, gerando uma maior expectativa de vida á população.