Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 06/12/2020

Ao longo da história da sociedade, o homem sempre foi visto como o provedor da casa, em todas as temporalidades o patriarcalismo esteve presente, como se o homem não pudesse falhar em nenhum momento, e com isso construiu-se o conceito de masculinidade. Dessa forma, tornou-se difícil a conscientização social em relação a saúde masculina, pois os homens demoram ir ao médico quando têm algum sintoma, ou pensam que não precisam de ajuda, por acharem que sempre dão conta de tudo. E com isso, muitos homens estão morrendo por diversos tipos de doenças, principalmente pelo câncer de próstata, por não fazerem o exame de prevenção, o que torna um problema para a sociedade contemporânea.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar quais os motivos que induzem este cenário. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, foi constatado cerca de 15 mil mortes da doença no Brasil, considerado mais frequente em homens, geralmente acima de 65 anos de idade. Visto que essa doença pode ser prevenida através de exames proctológicos, porém muitos homens têm receio em fazer esse tipo de exame, por ser algo íntimo e que mexe com a questão da masculinidade, preferem ignorar, e depois sofrem as consequências.

Além disso, o isolamento social fez com que muitas pessoas deixassem de fazer o exame preventivo, segundo o urologista do Hospital Anchieta de Brasília, isso contribuiu para o aumento dos diagnósticos em fases mais avançadas da doença, e muitas vezes quando são diagnosticados, se recusam a fazer o tratamento, por medo da cirurgia, e/ou a internação, por isso houve aumento do número de casos mais avançados do câncer de próstata.

Por isso, é dever do Estado intervir na saúde pública da sociedade, por meio do Ministério da Saúde, que deverá providenciar consultas domiciliares, assim os homens serão consultados, e a prevenção será feita, diminuindo o risco de diagnostico de câncer de próstata.