Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 06/12/2020
Desde o livro “Utopia”, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa os desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina, verifica-se que esse ideal é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência e a compactuação da sociedade.
Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de descaso com a saúde por parte de muitos homens. Um exemplo disso é que muitos homens evitam fazer o exame de toque retal, devido à sociedade machista que vivemos, a qual também pode prejudicar o homem. Nesse sentido, o sociólogo Alemão, Jurgen Habermas, afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.
Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de projetos públicos que conscientizem os homens a realizarem exames de prevenção precoce, medidas que deixariam a resolução do problema mais próxima, e, devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores, isso não acontece.
Logo, é necessário que o governo elabore projetos conscientizadores que ajudem aos homens perderem essa masculinidade frágil, por meio de palestras públicas feitas por psicólogos, com o propósito de acabar com esse machismo. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre a importância de se cuidar e de se prevenir de doenças. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de reduzir o número de mortes causadas por negligência. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.