Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 09/12/2020
Segundo o artigo 196 da Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Entretanto, embora o Estado garanta a promoção da saúde, a conscientização social referente à saúde masculina encontra desafios. Em decorrência de tabus e da falta de abordagem escolar acerca do tema, a busca por métodos preventivos e a promoção da saúde masculina acaba sendo prejudicada, sendo necessárias medidas para atenuar a problemática.
Primeiramente, é válido ressaltar que o tabu é um dos desafios para a promoção da saúde masculina. De acordo com o psicanalista Sigmund Freud no livro ‘‘Totem e Tabu’’, é necessário quebrar tabus para a evolução psicológica e psicossocial do indivíduo. Contudo, nota-se que o tabu, mesmo em sociedades informacionais modernas, faz-se presente impossibilitando, no que concerne a saúde masculina, a sua promoção. Prova disso é que, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 15,5 mil brasileiros morreram de câncer de próstata, em 2018, por não procurar auxílio médico.
Outrossim, a falta de abordagem escolar acerca da conscientização social é outro desafio a ser superado. Consoante ao sociólogo Herbert José, uma sociedade muda não pela sua economia, política ou ciência, mas pela sua cultura. No entanto, a falta da abordagem escolar acerca da conscientização referente a saúde masculina impede a construção de uma cultura conscientizadora. Como resultante, previsões do Inca indicam que 66 mil novos casos de câncer de próstata serão detectados em 2020.
Destarte, medidas fazem-se necessárias para atenuar o imbróglio. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de campanhas informacionais, como vídeos explicativos nas redes sociais, a fim de informar e conscientizar acerca da importância da saúde masculina. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, junto as escolas, promover debates acerca de métodos preventivos e para promoção da saúde, por meio de atividades lúdicas, criando o hábito cultural da prevenção desde a infância.