Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 07/12/2020

O avanço da medicina trouxe para sociedade benefícios da extensão da saúde e o prolongamento da expectativa de vida para toda população. No entanto, nos dias atuais, apesar de todas inovações sanitárias e tecnológicas ainda se registra uma onda crescente de casos de câncer de próstata nos homens, seja devido ao preconceito enraizado na cultura masculina, ou até mesmo pela ausência do poder público na disseminação de informações e auxílio específico.

É evidente que a falsa concepção de masculinidade por uma sociedade machista e patriarcal seja uma das causas do crescente número de câncer de próstata. Segundo o filósofo Artur Schopenhauer, o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem. Em harmonia com o pensador podemos concluir que preceitos sociais impedem os homens a se consultarem com especialista, uma vez que o ato de se consultar com o urologistas é motivo de chacota, tirando de foco o maior objetiva da consulta, o mantimento da saúde.

Outrossim, destaca-se a ausência de políticas educacionais e o tratamento específico. O Estado de forma indireta contribui para a ascensão dos números de câncer de próstata masculino, uma vez que deixa lacunas em branco no seu papel orientador e educacional sobre o tema, se ausentando na dissipação de informações sobre a prevenção, a letalidade e a quebra do tabu existente ao assunto, além de que o desfalque do contingente de unidades básicas de saúde exclusivo para o público masculino contribui na crescente problemática.

É evidente, portanto, que o Brasil possui entraves que dificultam a conscientização social quanto a saúde masculina. Destarte, é de suma importância que o governo em parceria com as redes de televisão e a mídia social criem campanhas publicitárias com personalidade famosas de diversos segmentos e profissionais da área da saúde, com o intuito de orientar sobre a importância da checagem da próstata, do grau de letalidade do câncer, dos números de óbitos anuais pela inadimplência e por fim sobre a quebra de tabua e preconceitos referentes ao assunto, objetivando uma população masculina livre de velhos paradigmas e consciente sobre a importância da temática. Além do mais, é de extrema importância a criação de unidades básicas de saúde masculina (UBSM) pelos governos estaduais ademais ao IBGE que ficará responsável pelo mapeamento das áreas com maiores taxas de câncer de próstata, garantindo a realização de consultas e exames com clínicos e urologista e consequentemente a redução do número de novos casos e do número de óbitos, atuando nas suas causas e consequências.