Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 10/12/2020

Desde a antiguidade, Platão já dizia: “O importante não é viver, mas viver bem.” Segundo o filósofo, a qualidade de vida tem tamanha importância, de modo que ultrapassa a da própria existência. Hodiernamente, no Brasil, muitos homens enfrentam dificuldades em vivenciar essa verdade, visto que ignoram os cuidados de saúde, como exames rotineiros, que checam e previnem possíveis problemas, o que os deixa mais vulneráveis. Desse modo, se faz preciso verificar o papel fundamental do Estado e das escolas perante a situação, que torna-se cada vez mais desafiadora, a fim de revertê-la.

Em primeira análise, a Constituição Cidadã de 1988 garante a saúde e o bem-estar de qualidade como direito de todos e dever do Estado, sendo o compromisso desse promover o acesso igualitário às ações e aos serviços para sua formação e proteção. Contudo, o Poder Executivo não efetiva esse direito, uma vez que não atua de fato nas causas de morbidade pública. Nesse contexto, vale ressaltar a lógica de Aristóteles em seu livro “Ética a Nicômaco”, no qual disserta que a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo, verifica-se que esse conceito se encontra deturpado no país, uma vez que urge maior atenção com a população masculina, no que diz respeito à sua qualidade de vida. Sobre essa perspectiva, é urgente o combate dos desafios para a conscientização da higidez dos homens.

Em segunda análise, de modo geral, a educação é o principal fator de desenvolvimento de uma nação. No momento atual, o Brasil está entre as 15 melhores posições da economia mundial - conforme dados divulgados por matéria datada pelo jornal O Globo, em 2020 - e, nesse sentido, seria racional acreditar que o mesmo possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente oposta, e o resultado desse contraste é claramente refletido no desleixo do cidadão com a promoção da saúde masculina, o que mostra a ineficiência da educação em formar uma sociedade minimamente cuidadosa e íntegra, com hábitos que protejam a sua vitalidade. No entanto, cada vez mais é preciso levantar temas e dispor recursos que atenuem as adversidades.

Ante o exposto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas para combater os desafios no que tange a conscientização da saúde masculina. Dessa maneira, é interessante que o Poder Executivo, por meio de verbas governamentais, invista no Ministério das Cidades e também no Ministério da Educação, para que projetos educacionais sobre precaução de enfermidades sejam devidamente efetivados, e englobe a sociedade como um todo, o que aumentará a atenção e o cuidado para uma vida de qualidade, mitigando o problema. Dessa maneira, poder-se-á viver conforme a lógica de Platão.