Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 11/12/2020

Forte e víril  esses são alguns dos esteriótipos atribuido ao sexo masculino, a construção social tem um papel incontestavel na relaçao do homem perante ao seu corpo. De acorco com o livro Pequeno príncipe, a terra das lagrimas é um lugar secreto, o homem é estimulado a privar sua sensibilidade desde a infância, desencadeando problemas, não só sociais mais também relacionados a si mesmo.

De acordo com dados do IBGE, as mulheres vivem cerca de 7 a 13 anos á mais que os homens, porque são estimuladas a fazem exames preventivos. A relação da mulher com a sua saúde é vista positivamente pela sociedade, enquanto o homem vira motivo de piada, principalmente quando a visita é ao urologista. A masculinidade fragil é afetada no momento do exame, onde a maioria dos homens sentem-se vulneráveis, e em alguns casos, lesados em relaçao a sua orientação sexual.

O machismo não afeta apenas as mulheres, mas também os homens. Principalmente pela vergonha de buscar acompanhamento médico e ser visto perante a sociedade como frágil e menos “macho”. Em consequência disso, o câncer de prostata é diagnosticado, na maioria das vezes, em estágio avançado no momento em que o indivíduo não suporta mais as dores e procura ajuda médica, podendo ser tarde de mais.

Desse modo, é de extrema necessidade que o machismo venha a ser desconstruido dentro da sociedade, com o foco principal nas crianças, é primordial que os pais ensinem que não há praticas exclusivas do sexo feminino e que todo ser humano tem sua sensibilidade e necessita de cuidados. Ademais, campanhas como Novembro azul, são de extrema importancia, porque elas normalizam o ato de preveção apartir do exame médico. Porém precisam de mais visibilidade, a campanha deveria ser divulgada por meio de redes sociais com o intermedio de influenciadores digitais, com a finalidade de alcançar cada vez mais pessoas.