Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 16/12/2020

Segundo o historiador Marc Block, “a incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado”. Historicamente ao observarmos a formação do sistema social brasileiro, instaurado no período colonial o patriarcado, no qual sua estrutura de poder era social centralizada na fígura paterna, e embora apesar da evolução ainda prevaleça com raízes tão profundas que continuam a exercer grande influência na vida cotidiana . Evidenciando dessa forma, um dos grandes desafios da sociedade moderna, combater a desinformação, o preconceito e a negligência com os cuidados da saúde masculina.

Sendo cabível saliente, que de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, “a cada dia 42 homens morrem em decorrência do cancro da próstata e aproximadamente 3 milhões, vivem com a doênça”. Portanto, é notório, que seja por medo, constrangimento, negligência ou ainda para manter a imagem de homem forte e invunerável, o adulto do sexo masculino têm apresentado uma maior resistência em procurar pelos serviços de saúde e consequentemente podendo gerar impactos negativos na qualidade de vida desse indivíduo.

Outrossim, convém ressaltar à importância em combater o preconceito, na relevância da conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce, nas consequências geradas pela demora ou negação em procurar por ajuda médica especializada, sendo esse último fator decisivo, podendo aumentar os riscos da doênça, diminuição das chances de cura  e redução  da expectativa de vida.

Diante dos argumentos apresentados, é evidente que os homens necessitam vencer  a desinformação, romper com os tabus  para ter um acesso mais efetivo ao setor de saúde e adquirir uma melhor qualidade de vida. De início, parcerias entre o Governo Federal, Ministério da Saúde e veículos de comunicação, na realização de campanhas midiáticas de conscientização, sobre a importância de consultar um médico regularmente e da realização de exames periódicos. Além disso, a realização de palestras pelas Secretárias Municipais de Saúde, em escolas, centros comunitários,entre outros, possibilitando a formação de uma consciência precoce e coletiva sobre o autocuidado, prevenção de doenças e diagnostico precoce. Sendo possível assim, mitigar os altos índices e mudar está triste realidade.