Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 19/12/2020
No Brasil, ocorrem 15 mil mortes/ano em decorrência do câncer de próstata, segundo dados do o Instituto Nacional de Câncer. Nesse contexto, mostra-se como fato causador da falta de saúde por homens a mentalidade machista que ainda prevalece e traz malefícios não só às mulheres, mas aos homens também. Além disso, a baixa incidência do assunto dentro dos assuntos cotidianos em todas as idades pode ser considerada parte do desafio para a conscientização social.
Primeiramente, é preciso estabelecer a relação do machismo com efeitos prejudiciais à saúde masculina (além da feminina). Nesse viés, a masculinidade frágil pode ser entendida como consequência desse tipo de preconceito, ao condicionar a imagem boa ou ideal de homem à privacidade exacerbada do corpo e sua idealização musculosa e imbatível frente à importância da saúde, principalmente a íntima. Conclui-se, portanto, que a falta de constancia ou inexistiência de práticas examinais anuais causadas pelo sentimento de inatingibilidade é uma ação conflitante com a tentativa de prevenção e combate ao câncer de próstata, uma doença perigosa se tardemente diagnosticada.
Além disso, encontra-se como desafio à conscientização o sucinto incentivo às idas frequentes ao médico. É possível perceber que a falta de ensino sexual nas escolas, causada, principalmente, pelo “tabu” em relação aos assuntos sexuais pela sociedade, pode prejudicar o futuro dos garotos. Como consequência disso, encontra-se a baixa taxa de prevenção de doenças e o desconhecimento da importância dos cuidados pessoais, fatores relacionados com a pouca relevância dada ao tópico, por inúmeros brasileiros. Dessa forma, infere-se que o pouco compartilhamento das orientações dificulta o processo de habituação da população.
Para que o Brasil diminua o número de complicações causadas pelo câncer de próstata é preciso que as campanhas de prevenção, sejam elas privadas ou não, se fortaleçam, por meio de arredações e inserção nas mídias, para que a informação chegue cada vez mais aos cidadãos. Ademais, as escolas devem se preocupar em envolver a educação sexual nos conteúdos, podendo ser discutida dentro das aulas de biologia e da geografia, por exemplo, para que os jovens saiam da escola com o conhecimento necessário para a manutenção da saúde. Somente assim, a conscientização em torno do tópico poderá ser atingida, visando o aumento na expectativa de vida masculina e proporcionando uma vida segura e saudável.