Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina
Enviada em 19/12/2020
A imagem masculina é, desde os primórdios da sociedade, vinculada a alguém forte, inabalável, que não pode expressar emoções e sentimentos. Esse tabu em relação ao comportamento do homem, todavia,pode influenciar, por exemplo, a sua saúde, já que eles não vão ao médico frequentemente, o que aumenta as chances de desenvolver doenças graves como o câncer de próstata. A falta de costume de realizar exames de rotina e a Covid - 19 também mostram - se prejudiciais.
A imposição de um comportamento padrão ao homem, juntamente com o mito da masculinidade intocável faz com que os óbitos por câncer de próstata cresçam exponenciamente, dado que, o exame preventivo não se encaixa no padrão citado anteriormente, ou seja, o indivíduo coloca sua saúde em risco para evitar uma possível condenação social. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, depois do câncer de pele, o de próstata é o mais fatal para o sexo masculino; no Brasil há cerca de 42 óbitos diários e 15 mil anuais, evidenciando a neglicencia à saúde que os homens estão enfrentando.
Contudo, a pressão social não é o único impecilho à prevenção: devido à pandemia do novo coronavírus, a população têm evitado sair de casa, o medo de ser infectado afastou ainda mais os cidadãos de clínicas e hospitais e o Brasil apresentou 66 mil novos casos de carcinoma da próstata. Segundo o INCA, por ser uma doença que atinge, na maior parte das vezes, pessoas com mais de 65 anos, a realização de exames preventivos é de extrema importância, já que, quanto mais cedo o tumor for identificado maiores são as chances de cura.
É claro, portanto, que os princípios sociais estão invertidos e que se faz necessário o combate ao preconceito associado ao cuidado à saúde. O Ministério da Saúde pode fazer da mídia um instrumento de combate ao prejulgamento que assola os homens, trazendo especialistas que instruam sobre a importância de exames como o do toque retal e o de sangue a partir de uma faixa etária ou, até mesmo, influenciadores digitais que divulguem a campanha do Novembro azul. Conscientizar é diminuir o número de afetados da doença.