Novembro Azul - Desafios para a conscientização social quanto à saúde masculina

Enviada em 24/12/2020

Segundo a Agência Nacional de Saúde, ANS, mais de 30% das neoplasias malignas que acometem homens poderiam ser evitadas por exames de baixa complexidade. Por conta disso o Ministério da Saúde, anualmente, veícula em diversos meios de comunicação a campanha Novembro Azul, que tem como escopo os cuidados preventivos relacionados ao cancêr de próstata. Apesar dos esforços, ainda é pequeno o número de homens que fazem exames de rotina. Fato que pode ser atribuído a dois fatores: preconceito contra o exame do toque retal e  precarização da saúde pública, que dificulta a medicina preventiva.

De início, vale ressaltar que a recusa de muitos homens em realizar exames na região perianal está relacionada à homofobia da cultura judaico-cristã, pois, de acordo com os livros sagrados dessas religiões, relações homosexuais são antinaturais. Para a ANS, o exame do toque retal é superior a exames de sangue que detectam proteínas produzidas por orgãos doentes. Assim, muitos casos de cancêr de próstata não são diagnosticados em fase inicial por culpa de preconceitos homofóbicos.

Além disso, a Emenda Constitucional 95, EC 95, que mantém inalterado o orçamento destinado à saúde por 20 anos, torna sempre menor a quantidade relativa de recursos destinados à prevenção, já que enquanto a populção cresce, o orçamento permenece o mesmo. Dessa forma, há corrosão da rede de cuidados preventivos ofertada às populações vulneráveis. Com isso, mesmo que queiram, muitos homens deixam de se prevenir por falta de recursos financeiros.

Portanto, para que essa problemárica seja minorada, faz-se mister que o Governo Federal aumente os recursos destinados à prevenção do câncer. Para tal, o Presidente da República deve, por meio de lei, destinar mais recursos para a medicina preventiva. Por exemplo, criar imposto sobre jatos e lanchas, que são isentos de impostos sobre veículos automotivos,  e com os recursos financiar a ampliação da saúde pública. Dessarte, os óbitos decorrentes da falta de profilaxia diminuirão.